Comerciantes dizem ter avisado PM sobre criminosos no Brás
Gangues atuavam furtando e roubando vítimas em centro de comércio. SSP nega ter sido alertada sobre crimes.
Do G1 São Paulo Comerciantes do Brás, no Centro de São Paulo, dizem ter avisado a Polícia Militar sobre a ação de quadrilhas de assaltantes na região há mais de um mês. A ação violenta dos criminosos foi flagrada pelo SPTV. Imagens feitas pelo SPTV durante dois dias mostram novas ações dos ladrões. Em uma delas, um ladrão finge ser camelôs. De camiseta vermelha, ele oferece produtos no meio da calçada e, ao mesmo tempo, observa as vítimas. Em seguida, ele troca a camisa por uma de cor preta e, em poucos segundos, persegue uma vítima. A mulher é abordada e ele arranca uma correntinha do pescoço dela. A PM informou que colocou mais agentes circulando na área de comércio popular. Questionado, o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, negou que a polícia foi avisada sobre os crimes. “Não é verdade isso que os comerciantes disseram. A Polícia Militar e a Polícia Civil vêm atuando fortemente não só no Brás, mas em toda a capital”, afirmou. Ele acrescentou que, no Brás, foram realizadas 213 prisões no primeiro semestre, “22% a mais do que realizado no ano passado”. “Agora, é sempre uma luta, sempre a necessidade da polícia, da secretaria da segurança, melhorar.” Mudança Nesta quarta, a situação na região era outra. Um dia após denúncia do SPTV, as presenças da PM e da Guarda Civil Metropolitana eram intensivas, o que espantou os ladrões. Os camelôs foram retirados. No fim da manhã, ambulantes se aventuraram a montar as lonas e vender produtos ilegais na região, mas foram retirados. Quem circula na região diz ainda ter medo. “Aqui se você andar com celular e carteira no bolso é dois minutos, pode esquecer”, disse uma compradora. Quando o saldo do roubo é uma carteira, os ladrões olham o que tem dentro e pegam apenas o que interessa: o dinheiro. A carteira com os documentos e os cartões é jogada no lixo. Se os ladrões roubam um celular, usam uma tática para enganar a polícia. Trocam o chip da vítima pelo de um deles. Assim, parece que o telefone foi comprado legalmente. “Se essa situação se prolongar por um tempo indeterminado, como que é o que parece que está acontecendo, há um risco para a região. Ela está se degradando”, disse o comerciante Yassin Ali Youns. “Quem é que vai ficar continuando a visitar um bairro e ficar sujeito a esse tipo de coisa”, questionou. Grupo cerca homem em calçada do Brás (Foto: Reprodução/ TV Globo)











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