Nora do ex-deputado Pedro Corrêa depõe na sede da PF no Recife

Ação faz parte da 11ª fase da Lava Jato e foi batizada de 'A Origem'.

Equipes voltam à sede da PF no Recife depois de cumprir mandados (Foto: Marina Barbosa/G1) Márcia Danzi Correa de Oliveira foi liberada depois de ouvida. Do G1 PE A nora do ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), Márcia Danzi Correa de Oliveira, foi levada à sede da Polícia Federal (PF) no Recife para prestar depoimento por volta das 9h30 desta sexta-feira (10). Havia um mandado de condução coercitiva emitido contra ela. Segudo a PF, elas foram intimadas pela Justiça Federal porque podem contribuir com as investigações da Operação Lava Jato. Márcia chegou acompanhada pelo marido, Fábio Corrêa, que é advogado da família, e foi liberada às 11h40. Condenado pelo processo do Mensalão, Pedro Corrêa cumpre prisão em regime semiaberto Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), em Canhotinho (PE). Com a suspeita de envolvimento dele também na Operação Lava-Jato, um mandado de prisão preventiva foi emitido contra ele pela Justiça Federal e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a PF informou que ainda não recebeu a ordem para cumpri-la. “Recebemos os mandados ontem, nos preparamos e hoje conseguimos realizar as diligências solicitadas. Foram obtidos vários documentos que estão sob análise e as pessoas estão sendo ouvidas. O inquérito de Caruaru já está sendo finalizado e continua aqui no Recife”, disse Marcello Diniz Cordeiro, superintendente da PF em PE. De acordo com Diniz, a coordenação da PF doParaná encaminhou as perguntas que deveriam ser feitas. “Mas podemos fazer outras que surgirem ao longo da inquisição. Vamos juntar tudo e encaminhar ao Paraná para que seja contextualizado”, explicou. O malote será enviado em voo de carreira para a PF no Paraná. A ação foi batizada de "A Origem" e faz parte da 11ª fase da Operação Lava Jato, que prendeu sete pessoas nesta sexta-feira (10), em 6 estados e no Distrito Federal.Todos os presos serão levados para a superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Em Pernambuco, dez policiais federais estão atuando na ação, que cumpre dois mandados de condução coercitiva -- um contra Márcia e outro contra um assessor de Pedro Corrêa que ainda não teve o nome divulgado e seria o "laranja" do político -- e  três mandados de busca e apreensão. Os dois primeiros ocorreram em apartamentos da família de Pedro Corrêa em um mesmo prédio de Boa Viagem, Zona Sul do Recife - Márcia Danzi morava em um deles e o segundo estava desocupado. O outro mandado foi em Caruaru, no Agreste. No Recife, segundo a Polícia Federal, os documentos apreendidos foram encaminhados para análise. Já em Caruaru, a busca ocorreu na casa do assessor, onde foram apreendidos documentos importantes para a investigação que serão levados para análise em Curitiba, no Paraná. “Pedro Côrrea já está preso em Canhotinho. Pela informação que recebi, o mandado  estava sendo enviado ao STF e é o Supremo que vai decidir a medida deve ser adotada, se é um agravamento da pena ou mais um mandado de prisão para a conta dele. Quando chegar nas nossas mãos, iremos lá cumprir, mas ainda não chegou  nada aqui”, disse Cordeiro. O encaminhamento de Corrêa vai depender do que a Justiça determinar. “Vamos atender o que a justiça determinar, seja a do Paraná  ou o STF”, afirmou. Entenda a operação A Operação Lava Jato foi deflagrada pela PF em março e 2014 e investiga um esquema  bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A última fase da operação foi deflagrada no dia 16 de março deste ano e cumpriu 18 mandados judiciais. No dia 27 de março, duas pessoas foram presas em São e no Rio de Janeiro. No entanto, a ação não configurou como uma nova etapa da operação. A atual fase da investigação foi feita a partir da remessa das apurações do Supremo Tribunal Federal sobre fatos criminosos atribuídos a três grupos de ex-agentes políticos. Os crimes investigados nesta fase, conforme a PF, são: organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em procedimento licitatório, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência. A investigação desta fase também abrange, além de fatos ocorridos no âmbito da Petrobras, desvios de recursos ocorridos em outros órgãos públicos federais, segundo a PF.