Suspeito de falsificar carimbo ligado à Polícia Federal é preso em BH

Investigação começou a partir de pedido de visto permanente de angolana.

Carimbos apreendidos na casa do suspeito, em Belo Horizonte. (Foto: Pedro Ângelo/G1) Homem agia na Praça Sete, no Centro da capital mineira, diz polícia. Pedro ÂngeloDo G1 MG Um homem de 35 anos foi preso em Belo Horizonte suspeito de falsificar documentos, entre eles um carimbo relacionado à Polícia Federal (PF). De acordo com o delegado da corporação,  Alexandre Leão, as investigações começaram há cerca de um ano, a partir de um pedido de visto permanente de uma angolana. A PF prendeu o suspeito na casa dele, nesta quinta-feira (12), na capital mineira. "Quando ela [angolana] apresentou o passaporte, nós vimos que havia um carimbo que trazia dados completamente desfasados da realidade", afirmou Leão. Segundo ele, na ocasião, em maio de 2014, a estrangeira foi detida. Atualmente, ela responde em liberdade pelo crime de uso de documento falso. O delegado falou que a mulher teve um filho no Brasil, o que deu a ela o direito de visto permanente. Ainda segundo o delegado, um dos elementos da falsificação era o nome de um policial federal, usado na tentativa de forjar uma legitimidade. Alexandre Leão informou que a angolana havia afirmado, em depoimento, que havia conseguido o documento na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, onde o suspeito agia. “Nós sabemos que existem alguns locais onde pessoas mal intencionadas praticam alguns golpes na Praça Sete. E ele era apenas mais um desses que praticavam golpes que tinham por vítimas qualquer pessoa que pudesse passar. E ele também atuava dessa mesma forma”, descreveu Alexandre Leão.  

Carimbo fraudava visto; investigação começou a partir de pedido de angolana. (Foto: Pedro Ângelo/G1)
Carimbo fraudava visto; investigação começou a partir de pedido de angolana. (Foto: Pedro Ângelo/G1)
O delegado ressaltou que a competência para emissão de vistos brasileiros para a entrada e permanência de estrangeiros no país é de competência do Ministério das Relações Exteriores. Ainda segundo Leão, somente nas dependências da Polícia Federal em aeroportos internacionais e em Delegacias de Imigração da corporação são efetuados os atos de controle migratório de competência da PF, como é o caso do ato de carimbar passaporte com a data de entrada de estrangeiros e o prazo de sua permanência no Brasil. Durante a busca na casa do homem, a Polícia Federal apreendeu 37 carimbos falsos. O delegado informou que havia objetos fraudados ligados também a universidades, escolas, hospitais. “Nós temos essas evidências que outros golpes aconteceram. Só que nós não temos a comprovação e nem a época que eles aconteceram. Todo esse material que foi apreendido será enviado à Justiça Federal e, caso a Justiça entenda pertinente, esse material será compartilhado com outras instituições”, afirmou. De acordo com o delegado, o suspeito confessou o crime. Alexandre Leão contou que o homem cobrava cerca de R$ 200 por cada documento falso. O preso foi encaminhado para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana da capital. Ele responde pelos crimes de estelionato, de uso de documento falso e de falsificação de selo e documento público, conforme disse Alexandre Leão.