Três pessoas da mesma família são mortas a tiros em Quirinópolis, GO


Dois suspeitos foram presos e um foi baleado; policial também acabou ferido.

Fabrício foram mortos a tiros em Quirinópolis, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) Polícia Civil investiga e diz que indícios apontam que motivação foi vingança. Do G1 GO, com informações da TV Anhaguera Três pessoas da mesma família foram mortas a tiros em Quirinópolis, no sul de Goiás. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas são o ex-policial militar Denivaldo Terra, de 48 anos, que era dono de um supermercado na cidade, um irmão dele, Wesley José Lopes, de 47, e outro parente, Fabrício de Souza, cuja idade não foi revelada. A suspeita é de que o crime tenha sido cometido por vingança. Dois suspeitos foram presos e um, que foi ferido, segue internado. Segundo a polícia, Denivaldo e o irmão foram mortos dentro do comércio da vítima, que fica na região central, na noite de segunda-feira (23). Na ocasião, um dos suspeitos também acabou baleado. Em seguida, o parente das vítimas e um policial militar, que não usava farda, foram atrás dos criminosos. Houve troca de tiros e ambos ficaram feridos, sendo que Fabrício não resistiu aos ferimentos e morreu. Tanto o suspeito ferido quanto o policial militar baleado permanecem internados em estado regular no Hospital Municipal da cidade. A delegada responsável pelo caso, Simone Cassimiro, diz que as investigações apontam que o crime ocorreu por vingança após o assassinato de um amigo de Fabrício e Denivaldo, registrado em janeiro deste ano. Os dois estariam planejando se vingar dos suspeitos, que decidiram agir primeiro. “Houve troca de ameaça entre eles. No começo do ano houve o homicídio e depois tiroteios na cidade, tudo com ligação com esse fato inicial”, explicou a delegada. Os dois suspeitos presos, com idades de 21 e 28 anos, foram autuados pelos homicídios e permanecem presos na cidade. Denivaldo, Wesley e Onda de crimes Em 2014, 36 homicídios foram registrados na cidade, que tem cerca de 50 mil habitantes. Neste ano, em menos de dois meses, já ocorreram 16 mortes violentas. A população está assustada e, nas ruas, os assassinatos estão entre os principais assuntos comentados. “Neste ano a coisa está absurda. Eu não tenho problema com ninguém, mesmo assim eu fico meio temeroso”, disse um comerciante, que não quis se identificar. O delegado regional Danilo Fabiano Carvalho diz que, após a onda de homicídios, a Polícia Civil vai intensificar o trabalho investigativo no município. “Vamos contar agora com cinco delegados, que estão vindo de Rio Verde, para que a gente possa agilizar essas investigações e mostrar um resultado positivo com prisões de pessoas que têm praticado crime contra a vida na cidade”, destacou. Segundo ele, desde o início do ano, cinco suspeitos foram presos. “Esperamos que, nos próximos dez dias, a gente já possa formalizar uma denúncia ao Poder Judiciário”, afirma. Carvalho ressaltou, ainda, que o tráfico de drogas está ligado aos crimes na maioria das vezes. “Observamos que essa ação têm levado aos homicídios e, por isso, vamos intensificar também a repressão ao tráfico”, disse.