Ataque a Mesquita deixa mais de 200 mortos no Egito e centenas de feridos

Fiéis estavam na Mesquita quando foram atacados

[caption id="attachment_140444" align="alignleft" width="300"] Mesquita alvo do atentado ocorrido nesta sexta-feira (24), no Egito STRINGER/AFP[/caption] Autores abriram fogo contra fiéis que faziam orações em mesquita A explosão de uma bomba seguida de um ataque a tiros contra uma mesquita de Al Rawdah, na Península do Sinai, no Egito, deixou pelo menos 270 mortos nesta sexta-feira (24) e 125 feridos, segundo a agência estatal Mena. Os autores do ataque chegaram de carro até o local no momento que os fiéis faziam orações. Informação, a melhor compra da Black Friday. Aproveite nossa melhor oferta do ano! De acordo com a agência de notícias Associated Press, o ataque aconteceu na mesquita de Al-Rawdah em Bir al-Abed, que fica a 70 quilômetros de Alarixe, capital do Sinai egípcio e próxima da fronteira do país com Israel e com a Faixa de Gaza. A imprensa local disse que a bomba explodiu no fim das rezas de sexta-feira (24), quando quatro veículos chegaram com homens armados, que começaram a disparar contra a multidão.  Ninguém ainda assumiu a autoria do ataque, mas nos últimos três anos a região é palco de confronto entre as forças de segurança do governo e militantes do Estado Islâmico. Intolerância Desde 2013, pelo menos mil integrantes das forças armadas do país foram mortos em ataques na Península do Sinai. Ataques contra civis, como na mesquita de Al Rawdah, no entanto, são mais raros. O Sinai continua a ser uma das fortalezas persistentes do Estado islâmico, já que o califado autoproclamado do grupo no Sírio e no Iraque quase desabou em ataques aéreos e terrestres. O grupo ligado à organização terrorista no país, chamado Wilayat Sinai, já havia reivindicado a responsabilidade pela queda de um avião russo na região, em outubro de 2015. Na época, 224 pessoas estavam a bordo. Os militantes também se concentraram cada vez mais na minoria cristã copta do Egito, bem como em muçulmanos sufis, considerados hereges pelo Estado islâmico. Luto O ataque acontece um dia após o Egito decidir abrir uma passagem na fronteira com a Faixa de Gaza para um período de testes de três dias. O presidente Abdel Fattah el-Sisi convocou uma reunião de emergência sobre o atentado e anunciou luto de três dias no país.