Ex-presidente da Gâmbia deixa Banjul após 22 anos no poder

Ex-presidente deixa Gâmbia após pressões diplomáticas

[caption id="attachment_133576" align="alignleft" width="300"]-01 Ex-presidente da Gâmbia deixa Banjul após 22 anos no poder O ex-presidente de Gâmbia, Yahya Jammeh, em foto de 28 de março de 2014 (Foto: Issouf Sanogo/AFP)[/caption] Yahya Jammeh aceitou entregar poder a candidato eleito após pressões diplomáticas e ameaça de intervenção militar. Por G1, em São Paulo O ex-presidente Yahya Jammeh deixou na noite deste sábado (21) a capital da Gâmbia, Banjul, com destino a Guiné, que lhe ofereceu asilo para pôr fim à crise política, depois do anúncio desta sexta, após seis semanas de crise política, de que abriria mão do cargo por ter perdido nas últimas eleições após 22 anos no poder. O avião, fretado pelo presidente de Guiné, Alpha Condé, decolou do Aeroporto Internacional de Banjul pouco depois das 21 horas (horário local, 19h em Brasília), informou a "Sud Radio", do Senegal. Condé também estava a bordo. Segundo fontes oficiais de seu país, ele receberá Jammeh ao menos temporariamente em Conakry. De acordo com a agência France Press, Jammeh foi saudado em sua partida por dignatários e por uma orquestra militar. O ex-mandatário se despediu do grupo de partidários que se reuniu na pista do aeroporto. O país estava afundado em uma profunda crise depois que Jammeh anunciou no dia 9 de dezembro que não cederia o poder a Adama Barrow, eleito nas urnas em 1º de dezembro. Mas o ex-presidente aceitou entregar o poder a Barrow após ceder às pressões diplomáticas e a ameaça de intervenção militar de um bloco de países de África Ocidental. Barrow, de 51 anos, precisou finalmente jurar o cargo na quinta-feira à tarde na embaixada de seu país em Dacar. O anúncio da sua saída efetiva de Jammeh, muito aguardada por muitos em Banjul, foi seguido por manifestações de alegria nas ruas de Grand Banjul, localizado no subúrbio da cidade, segundo um correspondente da AFP. Exílio com todas as garantias O acordo concluído "prevê a saída de Yahya Jammeh da Gâmbia a um país africano com todas as garantias para sua família, seus parentes e para ele mesmo. Pode voltar ao seu país quando quiser...", declarou ao voltar a Nouakchott Mohamed Uld Abdel Aziz, citado pela agência mauritana de informação (AMI, oficial). "Trata-se de uma vitória dos que militam a favor de uma solução pacífica sobre aqueles que defendem a violência e a guerra, considerando que assim podem encontrar uma solução", afirmou. Outras fontes disseram que foi oferecido exílio por parte de Guiné, Marrocos, Mauritânia e Guiné Equatorial.