Explosões na Turquia deixam mortos e feridos
Bombas explodiram simultaneamente durante manifestação pela paz. Explosões ocorreram em frente à Estação Central de trens da capital, Ancara.
Explosões deixaram centenas de feridos em Ancara (Foto: Fatih Pinar / AFP Photo) Do G1, em São Paulo Duas bombas explodiram simultaneamente neste sábado (10) em frente à Estação Central de trens de Ancara, na Turquia, deixando vários mortos e feridos. Assista ao vídeo acima. As explosões aconteceram durante uma manifestação sindical em favor da paz no país. Segundo o ministro turco da Saúde, Memet Müezzinoglu, as explosões mataram 86 pessoas e feriram outras 186, sendo que 28 estão com ferimentos graves. "Sessenta e duas pessoas morreram no ato, e outras 24 faleceram no hospital." A manifestação contava com milhares de participantes e foi convocada pelos colégios de Engenheiros e Médicos e dois sindicatos de esquerda. Autoridades estão investigando informações de que um homem-bomba detonou seus explosivos e que as explosões foram um atentado terrorista. Um oficial turco, que não quis se identificar, disse à Reuters que nenhum veículo foi destruído nas explosões. "Existem provas claras que demonstram que este ataque foi lançado por dois suicidas", afirmou o primeiro-ministro islamita-conservador turco, Ahmed Davutoglu, que também anunciou três dias de luto nacional pela tragédia. A representante da política externa da União Europeia, Federica Mogherini, convocou a Turquia a permanecer unida contra os terroristas. "O povo turco e todas as forças políticas devem permanecer unidas diante dos terroristas e contra todos os que tentam desestabilizar o país, que enfrenta muitas ameaças." O gabinete do primeiro-Ministro turco Ahmet Davutoglu informou que ele se reuniu com o vice-primeiro-ministro Yalcin Akdogan, funcionários do governo e chefes de segurança, para discutir o caso. "Condenamos este ataque atroz contra nossa democracia e a paz de nosso país", disse o ministério. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, condenou o atentado e o comparou aos ataques da guerrilha curda contra soldados e policiais turcos. Erdogan chamou a tragédia de "um abominável ataque contra a unidade e convivência", e acrescentou que ele "não se distingue em nada dos atos de terror contra cidadãos inocentes, servidores, policiais e soldados", em referência às ações do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). "Somos contra todo tipo de terror e de organização terrorista. Devemos estar todos unidos contra isso, trabalharemos juntos para esclarecer (os atentados). Acredito que os responsáveis serão conhecidos o quanto antes e entregues à Justiça.", disse Erdogan. O ataque ocorre a três semanas das eleições legislativas antecipadas, previstas para o dia 1º de novembro. O clima político está abalado pelos confrontos diários e sangrentos entre as forças turcas e os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no sudeste de maioria curda. A cúpula do PKK anunciou neste sábado que estabelecerá um cessar-fogo unilateral até as eleições. Em comunicado, divulgado pela agência curda Firat, o PKK diz que seus militantes "suspenderão as ações previstas" e "evitarão todo movimento, salvo em defesa própria", medidas tomadas para evitar as acusações do governo turco de que a guerrilha põe a segurança do pleito em perigo. Brasil repudia terrorismo Em nota divulgada no início da tarde deste sábado (10), o Ministério das Relações Exteriores disse que o governo brasileiro "manifesta sua profunda consternação pelas explosões que vitimaram dezenas de pessoas em Ancara". O texto afirma ainda que o país transmite "suas sinceras condolências aos familiares das vítimas e empenha sua solidariedade ao povo turco e ao Governo do país". A nota conclui dizendo que o Brasil "reitera seu firme repúdio a qualquer forma de terrorismo". EUA condenam ataque Os Estados Unidos condenaram o "terrível atentado terrorista" na capital turca, denunciando a "depravação" de seus autores. "O fato de este ataque ter ocorrido antes de uma manifestação pela paz planejada ressalta a depravação daqueles por trás do mesmo e serve como um lembrete da necessidade de enfrentar desafios de segurança compartilhados na região", informou a Casa Branca em um comunicado.




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