Venezuela declara estado de emergência em municípios fronteiriços com a Colômbia
No passado dia 22, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que ativaria o "estado de exceção" em vários municípios fronteiriços com a Colômbia
O Governo venezuelano publicou um decreto que oficializa o estado de emergência em seis municípios fronteiriços com a Colômbia, justificando a medida com o combate aos grupos paramilitares, ao narcotráfico e ao contrabando. O decreto presidencial suspende por 60 dias, prorrogáveis, garantias constitucionais nos municípios de Bolívar, Pedro María Ureña, Junín, Capacho Nuevo, Capacho Viejo e Rafael Urdaneta, do Estado de Táchira. No texto do decreto lê-se que a medida surge devido "à presença de circunstâncias criminosas e violentas vinculadas a fenómenos como grupos paramilitares, o narcotráfico e o contrabando", ações "que rompem o equilíbrio do direito internacional, a convivência pública quotidiana e a paz", provocando "violência contra cidadãos e funcionários venezuelanos no exercício das suas funções públicas". No passado dia 22, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que ativaria o "estado de exceção" em vários municípios fronteiriços com a Colômbia dois dias depois de a Venezuela anunciar o encerramento, por 72 horas, da fronteira, após disparos feitos por desconhecidos contra três militares venezuelanos que participavam numa operação anti contrabando de bens de consumo. Segundo um comunicado enviado à agência Lusa pelo Ministério de Comunicação e Informação da Venezuela, o encerramento foi ordenado pelo Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e abrangeu a zona fronteiriça do Estado de Táchira, a sudoeste do país. Na nota explicava-se que os três militares tinham sido emboscados por "grupos armados" quando se preparavam para capturar contrabandistas que pretendiam entrar com produtos na Colômbia, numa operação anti contrabando realizada no âmbito do programa governamental Operação Libertação e Proteção do Povo, no bairro Simón Bolívar de Táchira. Durante a emboscada, além dos três militares, ficou ainda ferido um civil. Entretanto a Venezuela reforçou a segurança fronteiriça com 2.500 efetivos militares e solicitou uma reunião ao Governo colombiano para tratar do contrabando de alimentos e da situação fronteiriça. A reunião está prevista para 14 de setembro, uma data que Caracas considera estar muito distante. Diário Digital com Lusa




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