Francisco preside a Via Sacra que evoca mártires cristãos da actualidade

A Via Sacra deste ano parte de realidades preocupantes como o tráfico de seres humanos, as crianças soldado, o trabalho escravo, a bárbara profanação da pureza das crianças e autodestruição de tantos adolescentes.

Foto Angelo Carconi EPA A cerimónia começa depois das 20 horas, hora portuguesa. O Papa preside esta sexta-feira no Coliseu de Roma à Via Sacra, uma tradição que leva sempre o Santo Padre a sair do Vaticano para meditar nos passos da Cruz, no sugestivo local que evoca os primeiros mártires do cristianismo. As meditações também não esquecem os mártires cristãos da actualidade. A Via Sacra deste ano parte de realidades preocupantes como o tráfico de seres humanos, as crianças soldado, o trabalho escravo, a bárbara profanação da pureza das crianças e autodestruição de tantos adolescentes. Este ano as meditações, escritas por Monsenhor Renato Corti, bispo emérito de Novara, também abordam a perseguição dos cristãos em tantas partes do mundo e cita uma reflexão do ministro paquistanês das minorias, o cristão Shabbaz Bhatti, assassinado pelos talibã e cujo irmão Paul Bhatti esteve na passada semana em Lisboa para dar um testemunho de perdão. A cruz da Via Sacra que percorre as ruínas do Coliseu de Roma será simbolicamente carregada por fiéis de vários países, incluindo Iraque, Síria, Nigéria, Egipto e China.f