Explosões em mesquitas matam mais de 130 no Iêmen
Cento e trinta e sete pessoas morreram e mais de 350 ficaram feridas em ataques assumidos pelo grupo terrorista Estado Islâmico a duas mesquitas.
Cento e trinta e sete pessoas morreram e mais de 350 ficaram feridas em ataques assumidos pelo grupo terrorista Estado Islâmico a duas mesquitas na capital do Iêmen. Não existe horário mais sagrado para um muçulmano do que o 12h de sexta-feira. E foi justamente no meio da reza mais importante da semana que quatro terroristas se explodiram, fora e dentro de duas mesquitas, matando mais de cem muçulmanos xiitas. "Depois que um terrorista se explodiu na entrada, em frente aos seguranças, o segundo se aproveito da confusão e conseguiu entrar na mesquita", disse o líder Houthi, Lwai al-Shami. Centenas de pessoas foram levadas às pressas para os hospitais. E os médicos pediram doações de sangue de emergência para tentar salvar os feridos. Quase todos as vítimas eram Houthis, um grupo que segue a linha xiita do Islamismo e disputa o poder no Iêmen. Depois de tomar conta do norte do país, se aproveitando da falta de um governo com autoridade, em fevereiro, os Houthis invadiram a capital, Sana, e prenderam o presidente Mansour Hadi dentro do próprio palácio. O presidente, que é apoiado pelos países sunitas do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, fugiu para a península de Áden, no sul do país. O massacre desta sexta-feira (20) nas mesquitas do Iêmen aconteceu, e provavelmente não foi por acaso, um dia depois que aviões de guerra atacaram o palácio presidencial em Áden. Foi um golpe direto contra os rebeldes Houthis em mais um episódio da disputa de inúmeros grupos extremistas por cada pedaço de terra de um país sem lei e sem governo. De Nova York, o correspondente Alan Severiano traz as reações internacionais ao atentado. A Casa Branca condenou o ataque e disse que, até agora, não encontrou uma ligação clara entre os terroristas que detonaram as bombas e o grupo Estado Islâmico. O Departamento de Estado condenou também o bombardeio de quinta ao palácio presidencial e pediu o fim dos ataques de todos os lados. O governo americano mandou um recado para os Houthis disse que a minoria, que nesta sexta foi vítima do atentado, e que tem o apoio do Irã, precisa parar de incitar a violência contra o presidente Abdo Hadi. O Conselho de Segurança das Nações Unidas reafirmou que Hadi é o presidente legítimo do país e pediu que os partidos políticos do Iêmen dialoguem para resolver as diferenças sem usar a violência. O maior temor é de uma guerra civil, como acontece na Síria e na Líbia.




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