Combates por controle de aeroporto no Iêmen deixam 11 mortos
Partidários e opositores do presidente do Iêmen entraram em confronto.
Tanque entra em área das forças especiais do Iêmen na cidade de Aden nesta quinta-feira (19) (Foto: REUTERS/Yaser Hasan) Presidente foi transferido do palácio por segurança. Da AFP Combates entre partidários e opositores do presidente do Iêmen deixaram pelo menos 11 mortos e 54 feridos nesta quinta-feira (19) no aeroporto internacional de Aden e em outros pontos da cidade, que fica no sul do país. Um avião de combate tentou atacar o complexo do palácio presidencial de Aden, o que levou à transferência a um local seguro do presidente Abd Rabo Mansur Hadi, indicaram fontes de segurança e da presidência. Na noite de quarta-feira explodiram confrontos entre unidades das forças especiais, dirigidas pelo general rebelde Abdel Hafed al Sakaf, e membros dos "comitês populares", que apoiam o Exército em defesa do presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, segundo as fontes de segurança. As unidades rebeldes das forças especiais finalmente foram obrigadas a se retirar, e o general Sakaf precisou fugir nesta quinta-feira, depois que as forças leais ao regime retomaram o aeroporto, indicou à agência France Presse o governador de Aden, Abdel Aziz Ben Habtur. Sete membros das forças especiais morreram e 23 ficaram feridos, indicou à AFP uma fonte próxima ao general Sakaf, enquanto um funcionário dos comitês populares lamentou a morte de quatro de seus homens e 31 feridos. As tropas do Exército leais a Hadi, apoiadas por tanques e blindados, entraram no aeroporto para ajudar os "comitês populares", explicou à AFP uma fonte militar. A intensidade dos combates provocou o cancelamento dos voos programados para a manhã e o tráfego aéreo ainda não havia sido retomado no meio do dia. Os tiros tinham como alvo a torre de controle do aeroporto, segundo testemunhas.




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