Jean e Everton dão boa consistência ao meio campo do Fortaleza

Os dois jogadores tem saída pela esquerda do Fortaleza

[caption id="attachment_127053" align="alignleft" width="148"]-01 Saída pela esquerda Jean Mota (à frente) e Everton (segundo plano), têm mostrado entrosamento no setor de criação do Tricolor nas três competições que o time disputa ( FOTO: KIKO SILVA )[/caption] Bom desempenho dos dois canhotos Jean Mota e Everton tem dado consistência ao meio campo tricolor por Ivan Bezerra - Repórter Na Copa do Nordeste, o time não avançou para a terceira fase, mas deixou boa impressão na grande partida que fez na eliminação frente ao Bahia, na Fonte Nova. Na Copa do Brasil, ainda luta pela classificação contra o Imperatriz/MA. No Campeonato Cearense, está nas semifinais. O bom momento - pelo menos em termos de resultados - por que passa o time se deve, entre outras coisas, a uma solidez no meio campo, que conta com dois canhotos que se completam na função tática. Everton, de 31 anos, e Jean Mota, de 22, mesclam experiência com juventude para dar o tom da meia cancha e em funções diferentes, o que permite que o time não fique "penso" para a esquerda. Quando estão bem, faz-se notar com mais clareza a melhora na produção. Jean Mota foi lançado de lateral-esquerdo no início do ano, mas agora oscila entre volante pela esquerda e meia de criação. Everton também tem feito funções semelhantes, mas ambos não se atrapalham. "Uma das razões para que isso não ocorra é a conversa que a gente mantém dentro de campo. E o posicionamento que o nosso técnico Marquinhos tem implantado no time ajuda. Eu ganhei mais confiança no meio-campo", conta Jean Mota, que é o atleta que mais atuou pelo Fortaleza este ano: 22 das 26 partidas. Já Everton fez 20 partidas, tendo marcado quatro gols. Ano passado, foram 10 gols. "Vejo regularidade não apenas entre mim e o Jean, mas com o time todo", observa Everton, que voltou a treinar ontem, após dois dias em que foi poupado para melhora de fadiga muscular e uma dor na panturrilha. Após ter corrido 11,3km no último clássico contra o Ceará, o atleta chegou à beira da exaustão, por conta do acúmulo de jogos decisivos, mas ele afirma que gosta de ser sempre exigido dessa maneira. "Gosto de jogar domingo, quarta e sábado, porque isso dá uma boa sequência ao jogador. Me agrada estar sempre treinando. Passei dois dias no departamento médico e já estava agoniado, querendo ir para o campo treinar. Estou bem psicologicamente, fisicamente e junto com os companheiros para dar o melhor pelo clube", diz. Mas Correr mais de 11 km numa partida não foi a maior proeza do meia maranguapense, pois ele se lembra de uma façanha maior. "Quando estava no Cruzeiro, houve uma partida em que corri quase 13 km, o que impressionou os preparadores físicos. Eu disse que o segredo era a vontade de vencer e a alegria do dia a dia", relata Everton.