FLU Após demitir Bittencourt, Peter Siemsen antecipa disputa eleitoral

O mau momento do Flu fez o presidente Peter demitir o vice-presidente, e partir para eleição no clube

Presidente do Flu não poderá se reeleger, mas quer definir sucessor logo (Foto: Bruno Haddad/FFC) Gazeta Press - Rio de Janeiro, RJ O anúncio da demissão do vice-presidente de futebol Mário Bittencourt, na quinta-feira, antecipou a discussão sobre o processo eleitoral no Fluminense. O presidente Peter Siemsen, que não pode tentar um novo mandato no pleito previsto para o fim do ano, vinha ficando incomodado com a intenção de seu homem-forte do futebol de ser candidato. Assim, vinha trabalhando para tirá-lo do clube e o mau momento do time auxiliou. A gota d´água para a saída de Mário caiu no domingo passado, em Brasília (DF), onde o Tricolor perdeu de 2 a 1 para o Flamengo. O vice-presidente de futebol foi até a porta do hotel onde os jogadores estavam hospedados para cumprimentar torcedores que levaram faixas pedindo a sua candidatura. Peter presenciou a tudo e decidiu que seu vice seria afastado na primeira oportunidade. O dirigente só não fez o anúncio após o Fla-Flu por conta do clássico contra o Botafogo, disputado na quarta-feira e que terminou com triunfo alvinegro por 2 a 0. Logo depois de demitir Eduardo Baptista, no vestiário, Mário recebeu uma mensagem de Peter marcando uma reunião e desconfiou do que se tratava. Por isso, sequer começou negociações com outros treinadores. A entrevista coletiva do presidente deixou claro o motivo da decisão. “A decisão no meu ver foi a mais acertada tendo em vista que com pretensões políticas as situações vinham se misturando com o futebol. Isso por si só já justifica a saída do dirigente, pois política neste momento não pode prevalecer”, explicou Peter. Mário, que ainda não se posicionou, deverá anunciar sua candidatura em breve. Ele será candidato de oposição e a situação ainda não definiu seu nome, pois vem negociando com a Flu-Sócio, principal grupo político do Fluminense que ajudou a eleger Peter duas vezes. O cenário, porém, pode ganhar ainda mais um nome, esse de peso e que não seria ligado a nenhum dos outros dois: trata-se de Celso Barros, presidente da Unimed, que nos últimos anos foi a principal patrocinadora do clube. O futuro nas Laranjeiras pode ser cada vez mais quente e de disputas.