Torcida pede, Rogério decide e Tricolor passa à fase de grupos da Libertadores
O São Paulo falou durante todos os dias que antecederam a decisão que manteria a calma e tentaria construir a vantagem naturalmente no Pacaembu.
Rogério retribuiu o carinho da torcida e anotou o gol da vitória sobre o César Vallejo (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Demorou a sair, mas o São Paulo conseguiu um único gol para derrotar o Universidad César Vallejo, na noite desta quarta-feira, no estádio do Pacaembu, e assegurou sua presença na fase de grupos da Taça Libertadores da América. O nome da bola na rede foi Rogério, pedido incessantemente pelos torcedores devido à péssima apresentação de Centurión, que mostrou oportunismo e anotou o tento do 1 a 0 tricolor já aos 43 minutos da etapa final.
Com o resultado, o clube do Morumbi entra na chave 1 do torneio, ao lado do River Plate, atual campeão da competição, The Strongest-BOL e Trujillanos-VEN. A estreia será já na próxima quarta-feira, dia 17 de fevereiro contra os bolivianos, no mesmo Pacaembu.
Antes de pensar no torneio continental, porém, os são-paulinos terão no domingo o primeiro clássico sob o comando de Edgardo Bauza. No estádio de Itaquera, vão encarar o Corinthians, no domingo, às 17h (de Brasília), pela quarta rodada do Campeonato Paulista.
O jogo – O São Paulo falou durante todos os dias que antecederam a decisão que manteria a calma e tentaria construir a vantagem naturalmente no Pacaembu. Nos primeiros 20 minutos de bola rolando, no entanto, não foi isso que se pôde ver no estádio municipal paulistano. Prendendo muito a bola, o meio-campo foi incapaz de furar a defesa adversária.
Prejudicada pela falta de criatividade do ataque, a retaguarda tricolor também não conseguiu ajudar ao fazer diversas faltas bobas na entrada e na lateral da área. Sorte para os são-paulinos que os visitantes não conseguiram nem colocar a bola com qualquer perigo para Denis. O goleiro só teve um pouco de trabalho em chute direto de Hohberg, encaixado sem dificuldades.
As primeiras chances começaram a sair quando os peruanos se cansaram de tanto correr atrás da bola. Ganso, até então sumido, passou a controlar mais as ações e do seu pé surgiram as únicas chances da etapa inicial. Ele achou Michel Bastos livre, mas o meia se enrolou com a bola e perdeu a chance de bater. Ainda assim, conseguiu rolar para Thiago Mendes, mas o volante isolou a primeira chance de gol, já aos 32 minutos.
Depois, em lance de desatenção da zaga peruana, o armador descolou passe em profundidade para Calleri. O argentino partiu em velocidade entre os zagueiros e ganhou na corrida. O defensor demorou a chegar, mas o centroavante tentou girar o corpo e bater com a perna direita. Dessa forma, deu tempo para o peruano abafar o chute.
Na volta para o intervalo, o Tricolor ganhou de presente um pênalti do árbitro Cristian Ferreyra. Riojas deslocou Calleri, mas o atacante estava fora da área na hora da falta, aos cinco minutos. Michel Bastos tomou a bola para si e falou que ia bater, dexando o argentino claramente irritado. Na hora de fazer o gol, no entanto, o armador deu razão à reclamação do companheiro e carimbou a trave.
O nervosismo que já era grande só cresceu com o erro de Michel. Antes válvula de escape pelo lado esquerdo, ele passou a se descontrolar nas reclamações e levou um amarelo de tanto que contestou as decisões do uruguaio. Ao ver que o rival se perdia sem a menor necessidade, os peruanos passaram a acreditar que a vaga era possível, ficando mais com a bola e correndo riscos no ataque.





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