Em “time sem vergonha”, técnico vira burro e Alecsandro se revolta, torcida revoltada com o Palmeiras

torcida do Palmeiras entoou o grito de “time sem vergonha”

Após o apito final, a torcida alviverde entoou o grito de “time sem vergonha” (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press) William Correia - São Paulo, SP No jogo seguinte à vexatória goleada sofrida em Chapecó, o Palmeiras voltou a ter atuação decepcionante, perdendo por 1 a 0 para a Ponte Preta nesta quarta-feira. E os quase 29 mil pagantes no Palestra Itália apontaram o time como “sem vergonha” ao final do jogo, apontando Alecsandro e Marcelo Oliveira como alguns dos vilões. O atacante foi titular porque Lucas Barrios atuou pelo Paraguai nessa terça-feira, e errou em quase tudo que tentou. Alecsandro foi ouvindo vaias e reclamações enquanto esteve em campo até ser substituído, aos dez minutos. A entrada de Cristaldo foi aplaudida e o camisa 90 seguiu para o banco xingado. Irritado com sua atuação e a postura dos torcedores que o ofendiam, Alecsandro bateu boca com quem estava no setor colado ao banco de reservas. Atirou a camisa no chão e seguiu direto para o vestiário, chutando o que viu pela frente. Os palmeirenses que discutiram com ele pareciam ainda mais revoltados com sua postura. Aos 19, outra substituição gerou indignação. Pouco após levar cartão amarelo e mostrar nervosismo dentro de campo, Dudu foi trocado por Allione, e torcedores não perdoaram Marcelo Oliveira. O técnico que conquistou os dois últimos Brasileiros pelo Cruzeiro foi chamado de burro por tirar a principal opção ofensiva do Verdão. O ambiente já não estava completamente amistoso. Como protesto à goleada sofrida diante da Chapecoense, há dez dias, a organizada Mancha Alviverde expôs faixa com a inscrição “acabou a paciência” ainda durante o aquecimento do time. O sentimento tomou conta do resto do estádio, que vaiou a equipe já no intervalo e de forma mais intensa no apito final, com o canto de “time sem vergonha”. Para aumentar uma noite de profunda irritação para os palmeirenses, a torcida da Ponte Preta, localizada em setor no anel superior do Palestra Itália, passou a chamar o Verdão de “Guarani da capital”, citando seu arquirrival campineiro. Mas nada incomodou mais os palmeirenses nesta quarta-feira do que o seu próprio time.