R. Oliveira perde pênalti e Santos empata com Atlético-PR

Artilheiro do campeonato perde pênalti pelo segundo jogo consecutivo, e Santos e Atlético-PR não saem do 0 a 0 na Arena da Baixada

Goleiro Weverton comemora pênalti defendido ainda no 1º tempo Foto: Giuliano Gomes / Gazeta Press Agora, o Santos volta suas atenções para a Copa do Brasil, prioridade da equipe neste segundo semestre. Na quarta-feira, a Vila Belmiro será palco do clássico contra o Corinthians, às 22 horas, no primeiro duelo válido pelas oitavas de final. Pelo Brasileirão, o time da Baixada Santista recebe o Avaí , às 18h30 do sábado, também em casa. Fora da disputa pela Copa do Brasil, o Atlético-PR se prepara para a primeira rodada do segundo turno do nacional por pontos corridos. O time de Milton Mendes visita o Internacional, às 16 horas do domingo, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Intensidade e erros  Com a Arena da Baixada recebendo bom público, Atlético-PR e Santos fizeram um primeiro tempo de muita marcação, correria, mas de muitos passes errados também. O time da casa, empurrado por sua torcida, buscou ditar o ritmo do jogo, mas foi surpreendido com uma marcação bem alinhada do Peixe no setor defensivo e, muitas vezes, com seus atacantes apertando os zagueiros na saída de bola. Aos 4 minutos, a primeira oportunidade de gol surgiu dos pés de Crysan, que bateu para fora, depois de aproveitar chute torto de Marcos Guilherme. Aos 10, o Santos quase se deu bem em função de sua marcação avançada. Lucas Lima dividiu com o goleiro Weverton e a bola sobrou para Ricardo Oliveira, mas Alan Ruschel afastou o perigo na hora H. A grande chande gol do Furacão, então, surgiu aos 25 minutos. E seria um golaço. Marcos Guilherme apostou na jogada individual pelo milho da defesa santista. O meia tabelou com Crysan, deu um drible da vaca em David Braz e, na cara de Vanderlei, bateu rasteiro. A bola tirou tinta da trave e saiu pela linha de fundo. O lance levantou o torcedor na arquibancada. Mas, logo o Peixe equilibrou as ações e o jogo voltou a ficar truncado, com muita disputa no meio de campo e poucas jogadas de perigo. Mesmo assim, no fim da primeira etapa, o alvinegro praiano teve a melhor chance para abrir o placar. E, de novo, apertando a saída de bola do adversário. O lance aconteceu aos 39 minutos. Geuvânio roubou a bola de Alan Ruschel, entrou na área e cruzou rasteiro. A bola bateu no braço de Kadu, que tentou cortar o lance com um carrinho. Mesmo com o braço do zagueiro arrastando-se pelo gramado, o árbitro deu pênalti. Na batida, Ricardo Oliveira repetiu a cobrança desperdiçada diante do Vasco, na quarta. Canto direito do goleiro, rasteiro. E mais uma vez o centroavante teve que lamentar, porque Werverton voou na bola e espalmou para escanteio, assim como fez Martín Silva, no meio de semana. “Bati no mesmo canto, com confiança, acho que o goleiro tem seus mértitos”, justificou o camisa 9 santista, antes de descer para os vestiários. “Só queria me concentrar e pensar em ser mais frio que ele. A responsabilidade no pênalti é toda dele. Botei isso na minha cabeça e esperei o máximo que eu pude”, explicou Weverton. Nada de gols  Na segunda etapa, Milton Mendes já voltou com Walter na equipe. O centroavante, famoso por sua técnica apurada e pelos quilos a mais, colocou fogo no jogo e logo aos três minutos quase marcou. Depois de cruzamento de Eduardo, Walter foi mais esperto que David Braz e cabeceou com muito perigo, para fora. A resposta santista veio três minutos depois e mais uma vez Ricardo Oliveira, artilheiro do Campeonato Brasileiro, foi protagonista de um lance incrível. Geuvânio passou no meio da defesa atleticana e, dentro da área, serviu o camisa 9, que bateu de primeira. Weverton fez grande defesa e, no rebote, com o goleiro caído no chão, Ricardo Oliveira ‘pregou’ a bola no travessão de forma inacreditável. O jogo continuou muito intenso, assim como a primeira etapa, porém, com mais espaços e jogadas mais agudas. Preocupado em colocar o time de volta no G-4, Milton Mendes colocou o time no ataque de vez com Douglas Coutinho no lugar de Crysan. Apesar de ser um atacante pelo outro, a movimentação atleticana melhorou e a defesa santista passou a ter amis dificuldades para segurar a pressão. Dorival Jr, então, apostou em Marquinhos Gabriel para tentar preencher o meio de campo e segurar as subidas de Eduardo pelo lado esquerdo da defesa santista. Gabriel foi sacado. Cansado, Geuvânio também deu lugar a Neto Berola. A partida ficou um verdadeiro ‘lá e cá’, com as duas equipes se contra-atacando seguidamente. E a torcida rubro-negra foi quem esteve mais perto de tirar o grito de gol da garganta. Walter abriu pela direita e cruzou. Douglas Coutinho dividiu com o goleiro Vanderlei e viu a bola quicar próximo a linha do gol, mas a zaga alvinegra afastou o perigo antes dela entrar. Aos 35, Vanderlei eviou o gol do Furacão, após cobrança de escanteio. Douglas Coutinho cabeceou com liberdade para o chão e o goleiro alvinegro espalmou. E assim o jogo caminhou até o apito final, com o time da casa fazendo muita pressão, mas sem efetividade. Alan Ruschel ainda acabou expulso por reclamação. FICHA TÉCNICA ATLÉTICO-PR 0 X 0 SANTOS Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR) Data: 15 de agosto de 2015, sábado Horário: 18h30 (Horário de Brasília) Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ-CBF-2) Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG-FIFA) e Cristhian Passos Sorence (GO-ESP-2) Cartões amarelos: Daniel Hernández (Atlético-PR). Victor Ferraz (Santos) Cartão vermelho: Alan Ruschel Renda: R$ 534.590,00 Público: 19.849 pagantes (21.829 presentes) ATLÉTICO-PR: Weverton; Eduardo, Vilches, Kadu e Alan Ruschel; Otávio, Deivid (Jadson) e Barrietos (Walter); Marcos Guilherme, Daniel Hernández e Crysan (Douglas Coutinho) Técnico: Milton Mendes SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Paulo Ricardo e Lucas Lima (Leandro); Geuvânio (Neto Berola), Gabriel (Marquinhos Gabriel) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Jr. Gazeta Press