Segundo revista, Romário tem conta milionária na Suíça não declarada
Romário, tem um valor de 2,1 milhões de francos suíços (cerca de 7,5 milhões de reais) depositados no banco BSI, da Suíça, com sede na cidade de Lugano.
Divulgação - O senador e ex-jogador Romário teria deixado de declarar mais de R$ 6 milhões à Receita Federal Rio de Janeiro (RJ) Presidente da CPI do Futebol e senador do Rio de Janeiro pelo PSB, o ex-jogador Romário teria uma conta milionária na Suíça que não foi declarada ao Fisco. Segundo reportagem publicada no site da revista Veja nesta sexta-feira, o ídolo da Seleção Brasileira tem um valor de 2,1 milhões de francos suíços (cerca de 7,5 milhões de reais) depositados no banco BSI, da Suíça, com sede na cidade de Lugano. Porém, a fortuna não foi apresentada na declaração oficial de bens encaminhada por Romário à Justiça Eleitoral no ano passado. Quando questionado sobre o assunto pela publicação, o senador foi irônico. “Até agradeço por me informarem. Se for dinheiro meu, vou buscar”. Ainda de acordo com a Veja, o saldo de 7,5 milhões de reais é elevado por rendimentos em aplicações no período de um ano a partir de 31 de dezembro de 2013, como aponta um extrato do dia 30 de junho de 2015. Os brasileiros com contas em bancos do exterior e saldo acima de 100 mil dólares devem informar à Receita Federal para a cobrança do devido imposto. Entretanto, a reportagem explica que o fato não necessariamente levanta suspeitas sobre a origem do dinheiro, uma vez que Romário atuou em clubes europeus. “Abri contas na Holanda e na Espanha e, para ser sincero, não sei se fechei. Mas nunca mais movimentei”, afirmou o ex-jogador. A revista ainda lembra que, em 1997, quando defendia o Valencia, da Espanha, ele foi autuado pela Receita Federal após abrir empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal, e transferido para lá aplicações e propriedades com o objetivo de escapar dos impostos. Romário se defendeu das acusações em sua conta no Facebook. No começo desta tarde, o senador postou um texto criticando a reportagem, ameaçando processar os jornalistas e minimizando a situação. Ele afirmou que se sentia um ganhador da Mega Sena, mas do próprio dinheiro. Confira a nota na íntegra: Galera, bom dia Na quinta-feira, fui informado por um repórter da Veja que eu tinha uma conta na Suíça com o saldo de alguns milhões. A matéria saiu na edição impressa da revista. Obviamente, fiquei muito feliz com a notícia, assim que possível, irei ao banco para confirmar a posse desta conta, resgatar o dinheiro e notificar à Receita Federal. Espero que seja verdade, como trabalhei em muitos clubes fora do Brasil, é possível que tenha sobrado algum rendimento que chegou a essa quantia. Estou me sentindo um ganhador da Mega Sena, só que do meu próprio honesto e suado dinheiro. O que há de estranho nisso é a informação da revista de que a aplicação seria de 2013. Certeza que eu não fiz nenhuma aplicação no período recente. Também não recebi nenhuma notificação do Ministério Público a respeito. Mas como se trata da revista Veja, se a informação estiver errada, não será uma surpresa. Essa mesma matéria diz, por exemplo, que eu desfilo de Ferrari pelas ruas do Rio, algo impossível já que o carro já não se encontra na cidade há alguns anos. A saber, o veículo foi comprado em 2004. O repórter diz ainda que eu teria negociado com meu partido, o PSB, o pagamento do aluguel da casa onde moro no Lago Sul, como uma forma de compensar minha refiliação a legenda. Essas e outras mentiras costuram o enredo de uma farsa. Coisa que a revista tem expertise em fazer. Se vocês lerem a matéria, perceberão que não há uma fonte sequer identificada de acusações contra mim. Vale informar que durante as eleições do ano passado, essa mesma cretina revista tentou publicar essa matéria contra mim, com claras motivações políticas. A matéria não saiu, na época, por falta de consistência. Não é de suspeitar que uma semana depois de eu despontar com alto índice de intenções de votos para a prefeitura do Rio, a publicação tenha sido resgatada com este fato novo da conta na Suíça. Difícil é esperar credibilidade de uma revista como essa, que vende capa. Espero que, pelo menos, a conta seja verdade. Porque dinheiro honesto, ganho com muito suor, não faz mal a ninguém. Bom lembrar que problemas financeiros todo mundo tem e os meus sempre foram com recursos privados, nunca nada com R$ 1 de dinheiro público. Ademais, podem atacar, mas eu continuarei presidente da CPI do Futebol e imbuído de vontade de moralizar o futebol brasileiro. Sobre o meu futuro político, nada vai tirar meu foco! Aos meus concorrentes, minhas pretensões se fortalecem com matérias como essas. Aos repórteres que assinam mentiras, nos vemos na justiça.




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