Governo chinês confirma convite da F1 para realização de duas corridas

A China foi visada como uma das alternativas para receber uma prova dupla em Xangai

Largada do GP da China, em Xangai — Foto: EFE

Categoria negocia para fechar novo calendário de 2020, porém, situação do coronavírus em países-sede da F1 é empecilho. Campeonato começa daqui a três semanas, no dia 5 de julho, na Áustria

Por GloboEsporte.com

Com o cancelamento ou adiamento de etapas devido a pandemia do novo coronavírus, a Fórmula 1 corre contra o relógio para garantir a realização de 15 a 18 provas na temporada 2020. A China foi visada como uma das alternativas para receber uma prova dupla em Xangai, mas o temor por uma segunda onda de contaminação no país pode inviabilizar a organização das corridas.

A informação foi confirmada pelo departamento do governo de Xangai responsável pelo esporte na capital. Originalmente, o GP da China seria realizado em 19 de abril, mas a prova foi adiada ainda em março, quando a China ainda concentrava as maiores taxas de contaminação por Covid-19 no mundo.

- A FOM (Formula One Management) nos perguntou se seria possível para Xangai receber duas corridas. Não tomamos a decisão final ainda, dependendo das potenciais mudanças na situação da epidemia - declarou Xu Bin, diretor da Administração Esportiva de Xangai.

Com um número de provas já estabelecido em território europeu, a F1 pretende garantir a realização de outras corridas na Ásia e nas Américas. Para a manutenção do status de campeonato mundial, a temporada precisa ser realizada em, pelo menos, três continentes. Portugal é um dos países que podem ser inclusos no calendário de 2020.

Até agora, as corridas no Oriente Médio sinalizaram a possibilidade de serem organizadas em 2020. Abu Dhabi segue como o encerramento do campeonato e o Barein, também adiado devido a pandemia, está aberta para receber a F1 ainda neste ano.

Por outro lado, as provas que seriam realizadas em Singapura e no Japão já foram canceladas, assim como a corrida no Azerbaijão, na Europa. Esta será a primeira vez em 34 anos que o país asiático não receberá uma etapa da F1.

A situação no continente americano, porém, é mais delicada. Austin, sede do GP dos Estados Unidos - que já perdeu a prova da IndyCar Series neste ano - não estaria em condições financeiras de receber uma corrida, enquanto no Brasil e no México, que manifestaram intenção de realizar as provas com público, as taxas de contágio e mortes por Covid-19 têm subido rapidamente.

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