Técnico lamenta ausências, aposta em Robinho, mas refuta “jogo do ano"
Enderson Moreira não escondeu sua frustração por não ter todo o elenco à disposição para a semifinal da Copa do Brasil, contra o Cruzeiro, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. O técnico chegou a lamentar a ausência de Diego Cardoso, jovem pouco aproveitado no time principal e que está lesionado, além de evitar classificar a partida como o jogo mais importante do Santos até aqui.
“Um jogador importante que reapareceu foi o Geuvânio, então, lamentamos muito a sua ausência. Com a contusão dele, do Thiago (Ribeiro), talvez tenhamos algumas dificuldades porque são rápidos e precisamos trocar constantemente. Então perdemos opções, o Diego (Cardoso) está machucado. Perdemos jogadores com o mesmo perfil”, explicou o técnico santista, em tom de desânimo, porém, apostando todas suas fichas no ídolo Robinho.
“A motivação dele é extrema. Ele tem um astral bom, querendo muito. O Jorge (Eduardo) tem entrado bem, mas claro que o Robinho é especial, em um lance pode fazer o inesperado e fazer com que a nossa equipe conquiste a vitória”, explicou.
O Peixe precisa bater o líder do Campeonato Brasileiro por dois gols de diferença para avançar de forma direta. Se repetir o placar de 1 a 0, conquistado pelos mineiros no jogo de ida, a decisão vai para os pênaltis. E apesar de todo o clima que tem contagiado o torcedor santista, que promete lotar a Vila Belmiro nesta quarta, Enderson Moreira evita creditar muita importância para o duelo.
“É o jogo do ano porque é o próximo. Mas, se passarmos, não vai ser o do ano. Aí vai ser a final. É um jogo muito importante, decisivo, como era importante outros resultados que nos deixariam em uma melhor colocação no Brasileiro. Esse jogo é de importância porque é eliminatório, é especial, mas nós tratamos com toda a seriedade como são com os demais jogos”, opinou o treinador.
Uma curiosidade dentro do alvinegro praiano e muito repercutida no CT Rei Pelé na véspera da semifinal é o fato de Leandro Damião não ser nem cogitado para iniciar a partida mesmo sendo a contratação mais caro do clube nesta temporada, aliás, a maior transferência entre clubes brasileiros na história: R$ 42 milhões.
“É fase de jogador. Ele teve momentos bons comigo, situações em que foi importante. É claro que o artilheiro, o centroavante, é cobrado pelos gols, mas ele briga lá na frente, tem bom jogo aéreo. Estamos buscando. Quem sabe algumas coisas possam acontecer nesse final de ano. Tomara que coisas positivas possam acontecer”, vislumbrou Enderson Moreira.
Do correspondente Tiago SalazarSantos (SP)




Comentários