Bahia nega, mas assessor de Kleina revela negociação com o Tricolor

Permanência de Marquinhos Santos depende do jogo contra o Internacional

A queda de Marquinhos Santos do comando do Bahia parece mesmo ser uma questão de tempo. Ameaçado no cargo por causa da sequência ruim de resultados – são nove partidas sem conseguir vencer – o treinador tem o jogo de tudo ou nada contra o Internacional, na noite deste sábado, na Arena Fonte Nova. Entretanto, há quem diga que, independentemente do resultado da partida, o técnico será demitido. E, neste caso, o Bahia não deve ficar muito tempo sem um comandante.

Apesar de o clube não confirmar qualquer tipo de negociação, o assessor de Gilson Kleina, Rodolfo Machado, confirmou que houve um contato do Tricolor e as conversas foram iniciadas. A única pendência seria a definição da diretoria do Bahia sofre o futuro de Marquinhos Santos.

- Existiu o contato e tem o interesse das duas partes. Só que alguma coisa oficial só será dita após o jogo de hoje. Vamos respeitar o trabalho do rapaz. Existe, inclusive, interesse da parte de Gilson Kleina – afirmou Machado em entrevista ao GloboEsporte.com.

Gilson Kleina está desempregado desde que deixou o Palmeiras, no começo de maio. Por conta de uma questão contratual, o treinador não tinha a possibilidade de acertar com outro clube. A liberação para fechar um novo trabalho só seria dada quando os pagamentos da multa rescisória fosse finalizada. 

Durante este período, o treinador disse ter recebido propostas de alguns clubes. De acordo com Rodolfo Machado, o Vitória foi uma das equipes a procurá-lo. Sem poder assumir um novo compromisso, Kleina aproveitou o tempo ao lado da família e acompanhou de perto alguns jogos da Copa do Mundo. Planejava retornar ao futebol após a Copa do Mundo e agora tem o objetivo perto de ser concretizado.

- A possibilidade é grande. Até porque existe o interesse dele de trabalhar na Bahia. Não é a primeira vez que acontece o contato, houve até um do Vitória quando ele saiu do Palmeiras. Vai ser colocado que o Bahia tem uma questão de recuperação iminente. O Kleina está disposto a aceitar o desafio – acrescentou o assessor.

Até a semana passada, Gilson Kleina era prioridade na Ponte Preta. Os dirigentes paulistas apostavam no bom relacionamento dele com a equipe para fechar o negócio. Entretanto, a questão salarial impediu um desfecho positivo. A diretoria da Macaca entendeu que o treinador elevou o patamar salarial após a passagem pelo Palmeiras.

Após um bom trabalho no time do interior paulista (acesso para a Primeira Divisão, semifinal do Paulista e oitavas da Copa do Brasil), Kleina foi contratado em setembro de 2012 pelo Palmeiras. A missão dele seria evitar o rebaixamento, o que não aconteceu. No ano passado, o treinador guiou o Verdão no retorno à elite do futebol nacional. Mas não suportou a queda de desempenho nesta temporada e foi demitido.

DIRETOR NEGA NEGOCIAÇÃO COM GILSON KLEINA

Apesar de o assessor do técnico revelar o contato e o início da negociação, a versão oficial do Bahia é de que não há nada neste sentido. O diretor de futebol do clube, Ocimar Bolicenho, reconheceu o momento delicado da equipe, mas negou que houvesse feito qualquer tipo de sondagem. Bolicenho ainda disse que é preciso ter calma para avaliar o trabalho feito por Marquinhos Santos.

- Desconheço qualquer tipo de negociação. Da minha parte não houve qualquer negociação. Óbvio que o treinador está sempre complicado, sempre dependendo do resultado. É normal isso. Mas não é simples trocar de treinador. Tem a parte financeira e tem, também, o trabalho que foi iniciado, a intertemporada toda feita. Não tem nada nesse sentido (mudança de treinador) e hoje vamos para o jogo com o técnico que está aí, com Marquinhos Santos – defendeu Ocimar Bolicenho. 

A definição sobre o futuro do comando técnico do Bahia só deve se tornar pública após o jogo contra o Internacional. O duelo será às 21h (de Brasília), deste sábado, na Arena Fonte Nova.

Por Raphael CarneiroGloboEsporte.com