Dólar fecha em alta com incerteza eleitoral, subiu 1,44%

Dólar nesta terça-f foi vendido a R$ 4,14.

[caption id="attachment_147946" align="alignleft" width="300"] Dólar subiu 1,44% nesta terça-feira (28) (Imagem ilustração rádiofmq.com)[/caption] Dólar fecha em alta com incerteza eleitoral A moeda norte-americana subiu 1,44%, vendida a R$ 4,14. Por G1 O dólar fechou em alta terça-feira (28), em meio à cautela diante das incertezas com o cenário eleitoral doméstico predominando no mercado, destaca a Reuters. Com isso, a moeda fechou novamente no maior valor desde janeiro de 2016. A moeda norte-americana subiu 1,44%, vendida a R$ 4,14. Na máxima do dia, a divisa atingiu R$ 4,147, segundo o ValorPro. O valor de fechamento desta terça é o maior desde 21 de janeiro de 2016, quando o dólar terminou o dia em sua máxima histórica de R$ 4,1631. Variação do dólar em 2018 Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento em R$ dólar comercial dólar turismo Já o dólar turismo era vendido perto de R$ 4,31 nesta terça, sem considerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). No dia anterior, a moeda fechou em queda, em um movimento favorecido pelo acordo comercial entre Estados Unidos e México que ainda promovia a busca pelo risco no exterior nesta terça-feira, segundo a Reuters. Esse bom humor chegou a motivar uma queda do dólar, mas o movimento perdeu força no mercado doméstico diante da apreensão eleitoral. "Se o cenário externo não estivesse favorável, o dólar aqui estaria ainda mais pressionado. Há muita coisa pela frente", avaliou para a Reuters o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, referindo-se às eleições. Na segunda-feira (27), o Supremo Tribunal Federal (STF) informou que analisará em julgamento virtual em setembro um recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra uma decisão do plenário da corte que negou habeas corpus ao petista no início de abril. Está previsto ainda para esta terça-feira o julgamento, pela primeira turma do STF, de denúncia que pode tornar o candidato Jair Bolsonaro (PSL) réu por racismo e manifestação discriminatória contra quilombolas, indígenas e refugiados. Embora não haja qualquer tipo de impedimento à candidatura de Bolsonaro à Presidência caso se torne réu, a situação amplia a cautela dos investidores devido a um cenário de insegurança jurídica. No exterior, o dólar caía sobre diversas moedas e se mantinha próximo da mínima de um mês após o pacto entre EUA e México para reformular o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês). Atuação do BC O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de setembro, no total de US$ 5,255 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral. Podcast G1: Como planejar uma viagem para o exterior? Quem ganha e quem perde com o dólar nas alturas? Última sessão Na segunda-feira, a moeda norte-americana caiu 0,57%, vendida a R$ 4,0812. No ano, o dólar acumula alta de mais de 24%, segundo o ValorPro. Na última semana, a moeda dos EUA subiu quase 5%. Educação Financeira: Como o sobe e desce do dólar influencia minha vida? G1 Economia Educação Financeira: Como o sobe e desce do dólar influencia minha vida? Novo patamar e perspectivas A recente disparada do dólar, que voltou a romper a barreira dos R$ 4 após 2 anos e meio, acontece em meio às incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar. Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram uma fraqueza de candidatos voltados a reformas alinhadas com o mercado. Além disso, o nervosismo gera maior demanda por proteção, o que pressiona o real. Exportadores, empresas com dívidas em dólar e turistas preocupados correm para comprar e ajudam a elevar o preço da moeda americana. Outro fator que pressiona o câmbio é a perspectiva de elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar e que o mercado ficará testando novas máximas até achar um novo piso ou até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral.