Bovespa cai mais de 1% pressionada por ações do setor elétrico
Bolsa fecha em menor nível em quase um mês.
A Bovespa teve perda de mais de 1% nesta terça-feira (27), pressionada por ações do setor elétrico e com o setor financeiro devolvendo alta, conforme investidores embolsaram lucros recentes.
O Ibovespa fechou em queda de 1,44%, a 52.308 pontos, menor nível de fechamento desde 30 de abril
O giro financeiro do pregão foi de R$ 5,5 bilhões, abaixo da média diária de R$ 6,67 bilhões, segundo os dados mais recentes da BM&FBovespa.
As ações de bancos, como Itaú Unibanco e Bradesco, que sustentaram o índice mais cedo, não resistiam ao movimento e fecharam no vermelho. Pela manhã, o setor havia reagido positivamente à possibilidade de que o Supremo Tribunal Federal (STF) adie julgamento sobre a legalidade da indenização a poupadores por perdas geradas por planoseconômicos das décadas de 1980 e 1990.
A ação da Cemig teve uma das maiores quedas do índice do dia, de 3,98%. A elétrica mineira divulgou estimativa para 2014 de resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) entre R$ 3,044 bilhões e R$ 3,697 bilhões na unidade de geração e transmissão. Assim, a estatal mineira de energia sinalizou que o forte Ebitda em geração e transmissão no primeiro trimestre, de R$ 1,8 bilhão, não vai se repetir, apontaram analistas da Planner.
A Light também caiu, uma vez que o BTG Pactual rebaixou a recomendação do papel de "compra" para "neutra", citando que a ação já teve boa performance recente apesar de riscos.
A ação da JBS foi outra com baixa expressiva, depois de a unidade de carne de frango da empresa nos Estados Unidos, Pilgrim's Pride, anunciar oferta de US$ 6,4 bilhões pela Hillshire Brands.
Na outra ponta, Gerdau liderou as altas.
Embora em segundo plano, a escalada das tensões na Ucrânia preocupou investidores neste pregão e levantou o dólar ante o real. Mais de 50 rebeldes pró-Rússia foram mortos em uma ofensiva sem precedentes de forças do governo ucraniano, após o recém-eleito presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, ter prometido esmagar a revolta no leste de uma vez por todas.
Do G1, em São Paulo




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