NO PAÍS - Produtividade afetou PIB per capita

Genebra. O crescimento do PIB per capita do Brasil foi um dos mais baixos nos últimos 30 anos e não acompanhou a média mundial. Um dos maiores obstáculos é a falta de produtividade, além do baixo investimento em educação e treinamento.

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o crescimento médio anual, do PIB per capita no Brasil, foi de cerca de 1,5%, entre 1980 e 2011. A taxa é bem inferior à média dos emergentes, que tiveram alta de 3,3% no crescimento do PIB per capita. De 140 emergentes avaliados, o Brasil foi apenas o 77.º. Na China, a expansão do PIB per capita foi de mais de 7%, ante 8% no Vietnã, 4% na Índia e mais de 3% na Tailândia ou Chile.

Na avaliação da OIT, o que houve no mundo, nos últimos anos, foi o começo de uma convergência entre emergentes e ricos, ainda que as diferenças sejam profundas em renda. De forma geral, o PIB per capita nos emergentes cresceu duas vezes mais rápido, do que nos países ricos, entre 1980 e 2011, onde a expansão foi de apenas 1,8%.

Novo cenário

Mas o Brasil conseguiu ficar abaixo até mesmo do crescimento dos mercados ricos. A OIT admite que, a partir de 2004, um novo cenário começou a ser desenhado. O desempenho do PIB per capita no Brasil melhorou e, nos últimos dez anos, teria crescido em média 2,4%, por ano. Nesse mesmo período, a expansão nos países ricos foi de apenas 0,9%. Mas, ainda assim, a taxa brasileira é inferior à média dos emergentes. Entre 2000 e 2011, as economias em desenvolvimento viram seu PIB per capita crescer 5%, ao ano. Um dos obstáculos no Brasil foi a perda da competitividade industrial.