Dólar muda de direção e opera em baixa nesta segunda-feira
Nesta segunda, BC dá continuidade às intervenções diárias no mercado.
Após operar em alta logo no início dos negócios, o dólar mudou de direção e registra leve queda ante o real nesta segunda-feira (28), após fechar a sexta-feira com a maior alta desde janeiro.
Perto das 12h, a moeda norte-americana recuava 0,07%, a R$ 2,2413 na venda. Na sexta-feira, avançou 1,22%.
Com o recuo, a moeda corrigia parte da forte alta da sessão anterior e refletia a retomada do apetite por risco nos mercados globais, apesar das constantes preocupações em torno da Ucrânia, diz a Reuters.
"De maneira geral, o clima econômico positivo no exterior mantém as moedas emergentes com poucas variações nesta semana importante de indicadores econômicos", escreveram analistas da Lerosa Investimentos em relatório, diz a Reuters.
O mercado tem trabalhado com cautela nas últimas semanas, diante de temores de que a crise envolvendo a Ucrânia, a Rússia e potências ocidentais possa se intensificar.
Nesta segunda-feira, os Estados Unidos anunciam novas sanções contra a Rússia, atingindo cidadãos e empresas.
Esse quadro de preocupações ajudou o dólar a ganhar terreno contra boa parte das moedas emergentes na semana passada. Nesta sessão, a divisa norte-americana devolvia parte desses ganhos, recuando contra moedas como o peso chileno e o rand sul-africano.
No Brasil, investidores ainda relutavam em puxar as cotações para baixo, após o Banco Central sinalizar que não deve rolar todos os swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, a vencer em 2 de maio. Contando com este pregão, a autoridade monetária ainda tem três dias para concluir a rolagem dos contratos remanescentes, correspondentes a cerca de 25% do lote total.
"O BC, como não fez leilão de rolagem na sexta-feira, falou para o mercado: 'eu não quero taxa baixa'", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, à Reuters, para quem a moeda norte-americana deve oscilar entre os níveis de R$ 2,20 e R$ 2,25. "O BC não quer um dólar muito depreciado porque atrapalha as exportações e nem um dólar muito alto porque atrapalha a inflação", opinou.
Pela manhã, a autoridade monetária deu continuidade ao seu programa de intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais. Todos os swaps vendidos vencem em 2 de março de 2015 e equivalem a 198,2 milhões de dólares. O BC também ofertou contratos para 1º de dezembro deste ano, mas não vendeu nenhum.
Do G1, em São Paulo




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