Bandidos explodem caixa eletrônico e fazem vigilantes reféns no Ceará

Bandidos estavam estavam armados com pistolas e fuzis

[caption id="attachment_147867" align="alignleft" width="238"] Bandidos fugiram na direção da BR-222, após explodirem o caixa eletrônico. (Foto: Polícia Militar)[/caption] Bandidos explodem caixa eletrônico e fazem vigilantes reféns no Ceará Os cinco homens estavam armados com pistolas e fuzis. Por G1 CE Grupo explodiu na madrugada desta sexta-feira (24), um caixa eletrônico na cidade de Moraújo, Região Norte do Ceará. De acordo com a polícia, a ação dos criminosos começou por volta das 2h20. Os cinco homens estavam armados com pistolas e fuzis. A polícia informou que vigilantes que trabalhavam próximo ao banco e residências foram usados como escudo pelos bandidos na hora da fuga. A polícia também disse que os assaltantes fugiram em direção a BR-222. Equipes da Polícia Militar de Sobral, Camocim, Massapê e Tianguá realizam buscas na região. Ninguém foi preso. Um morador que conversou com o G1 disse que após o crime eles realizaram vários disparos. O morador também falou que o banco era o único que há na cidade e lamentou a falta de segurança. “É o único banco que realiza o pagamento do funcionário público de Moraújo. Agora o trabalhador vai ter que viajar para Sobral ou Tianguá para poder receber e fazer pagamentos”, lamentou. Habitantes prejudicados com a violência Cerca de 750 mil habitantes do Ceará estão sendo prejudicados por causa dos ataques contra bancos no ano de 2018. A informação é do Sindicato dos Bancários do Ceará. Até sexta-feira, 10 de agosto, o sindicato registrou 32 ataques contra agências bancárias, sendo 27 no interior do Estado e cinco em Fortaleza. Outros dados do sindicato chamam atenção. Por causa da violência, 15 agências explodidas estão sem funcionar por completo. Vinte e três agências estão funcionando precariamente ou sem tesouraria. Cerca de 200 bancários estão sem ter lugar fixo de lotação. Ainda de acordo com o sindicato, 38 municípios estão com dificuldades nesse tipo de atendimento bancário no estado. O sindicato informou ao G1 que já fez vários encaminhamentos para solucionar a questão, como audiência com a direção do Banco do Brasil, que é o mais atingido pelos ataques devido a sua capilaridade pelo estado, e com o governador Camilo Santana, cobrando segurança para os bancários e para a população. Após negociação com o governo, o sindicato informou que algumas medidas foram tomadas como a criação do Cotar, Batalhão de Fronteira, Ciopaer para o Cariri e Sobral, mas os bandidos continuam sitiando as cidades e explodindo agências bancárias no Interior. O Sindicato encaminhou aos vereadores e deputados estaduais a aprovação de leis de segurança bancária em vários municípios. O sindicato reforçou que em Fortaleza foi aprovada a Lei Municipal de Segurança Bancária e no âmbito Estado, foi aprovada a Lei Estadual de Segurança Bancária, ambas de 2017. Agências bancárias fechadas ou sem condições de trabalho: Aiuaba – agência explodida; sem funcionamento; Antonina do Norte – agência explodida, funcionando na sala da Prefeitura, sem numerário; Aracati – agência explodida, funcionando precariamente, com centenas de clientes de outros municípios; Araripe – agência explodida; sem funcionamento; Assaré – agência explodida e em condições péssimas, mas funcionários trabalhando, sem numerário; Barreira – agência explodida, funcionamento parcial sem numerário; Capistrano – agência explodida, mas funcionando sem numerário; Carius – agência explodida; sem funcionamento; Catunda – agência explodida; funcionando sem numerário; Cedro – agência explodida; funcionando sem numerário; Coreaú - agência explodida; funcionando sem numerário; Chorozinho – agência arrombada, funcionando sem numerário; Hidrolândia – agência explodida; funcionando sem numerário; Icapuí – agência explodida, funcionando na sala da Prefeitura, sem numerário; Independência – agência explodida; funcionando sem numerário; Ipueiras – agência explodida, funcionando sem numerário; Itapiúna – agência explodida; agência explodida; funcionando sem numerário; Jaguaretama – agência explodida; sem funcionamento; Jaguaribara – agência explodida, funcionando parcialmente precariamente; Jaguaruana – agência explodida, funcionando parcialmente sem numerário; Madalena – agência explodida; sem funcionamento; Milhã – agência explodida; sem funcionamento; Missão Velha – agência explodida; sem funcionamento; Monsenhor Tabosa – agência explodida; funcionando sem numerário; Mulungu – agencia explodida, funcionando sem numerário; Nova Olinda – agência explodida, sem funcionamento; Novo Oriente – agência explodida; funcionando sem numerário; Ocara – agência explodida, funcionamento parcial; Pedra Branca – agências explodidas, atendimento nos Correios; Pereiro – agência explodida; funcionando sem numerário; Pedra Branca – agencia explodida; sem funcionamento; Piquet Carneiro - agência explodida, sem funcionamento; Pindoretama – agência arrombada, funcionando sem numerário; Reriutaba - agência explodida, sem funcionamento; Redenção – agência explodida, sem funcionamento; Saboeiro – agência explodida; sem funcionamento São João do Jaguaribe – agência explodida, mas funcionando sem numerário; Senador Pompeu – agência explodida, funcionando parcialmente; Tejuçuoca – agência explodida; sem funcionamento, Uruoca - agência explodida, sem funcionamento.