Grades, portões e cadeados para driblar o medo

Comunidade do Bairro Pirambu diz que “Assalto aqui é o que mais a gente vê. Todo dia.

Foto: Ilustração/google Da calçada ao interior do comércio, são três portões. No primeiro, com grades de ferro, são dois cadeados. No segundo, de alumínio, uma fechadura. No terceiro, de esquadrias de aço, novo cadeado. Mesmo assim, o medo de assaltos do aposentado de 75 anos, no Pirambu, não diminui. “Assalto aqui é o que mais a gente vê. Todo dia. Por enquanto, estou escapando. Nesse quarteirão, o único que não foi assaltado este ano fui eu”, contou José Gomes de Melo, que mantém um mercadinho na rua Nossa Senhora das Graças. A via é uma das únicas da região onde os moradores se sentem seguros para trafegar de carro, sem precisar baixar os vidros. Durante a visita do O POVO, por volta das 10 horas, algumas viaturas foram vistas circulando. Porém, o relato de ações criminosas foi unânime. Regra geral, lá, quem abre mão de medidas preventivas contra a violência é visto como alguém que “pede pra ser assaltado”. Nem mesmo a proximidade com o 7º Distrito Policial, nas Goiabeiras, tranquiliza a cabeleireira Andrea Gomes, 32, que mantém portão do salão sempre no cadeado e seleciona a clientela. “Fico atrás da cortina e só abro pra conhecidos”. (Thiago Paiva)