Cearense é medalha de prata na 56ª Olimpíada Internacional de Matemática
Graças à facilidade com a matemática, Daniel Lima Braga já viajou para países como Romênia, África do Sul, Honduras, Argentina e Tailândia
O Brasil conquistou a 22° posição no ranking de países, com 6 medalhas no total. (FOTO: Reprodução/Arquivo Pessoal Daniel Lima) Eles fazem exercícios por horas, abrem mão de aniversários e festas para treinar e carregam com orgulho a bandeira nacional nas competições que disputam. Poderiam ser atletas olímpicos ou jogadores da seleção brasileira de futebol, mas não são só eles que se preparam forte para representar o país mundo a fora. Os alunos que disputam olimpíadas escolares também encaram uma rotina pesada de treinamento na busca da tão sonhada medalha de ouro. Não é diferente para Daniel Lima Braga, de 17 anos, aluno do ensino médio do colégio Farias Brito Aldeota, que conquistou a medalha de prata na 56ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, em inglês), que aconteceu esse ano, na Tailândia. “Somando os horários durante o dia, devo estudar algo em torno de 6 ou 7 horas por dia. Tenho aulas semanais de olimpíada no colégio e sozinho estudo por livros famosos de olimpíada e fóruns de problemas na internet”, explica o medalhista, aluno do 3º ano do Farias Brito. “Essa medalha serviu como incentivo. Penso que se eu consegui ser prata na IMO, basta continuar estudando para ir ainda melhor em outras olimpíadas” (Daniel Lima) Daniel diz que toda essa força de vontade veio do irmão mais velho, Fernando, responsável por inspirar a paixão pela matemática e pelas olimpíadas. “Ele começou a fazer olimpíadas convidado por um professor da nossa antiga escola e gostou muito. Depois ele me deu força para participar”. “Ele é um cara extremamente dedicado, com um senso de responsabilidade fora do comum e agradeço a Deus por ter tido esse grande exemplo em casa”, completa carinhosamente. Desde os 12 anos o medalhista participa de olimpíadas, indo além da matemática e disputando, também, competições de química e física. Era de se esperar que todo esse esforço retornasse sob a forma de premiações para Daniel, que já representou o Brasil em competições na Romênia, África do Sul, Honduras e Argentina. E tudo isso é diversão, garante Daniel. “Me divirto muito com os problemas, são realmente desafiadores”, exclama. Com um futuro promissor pela frente, o cearense mantém os pés no chão.”Essa medalha serviu como incentivo. Penso que se eu consegui ser prata na IMO, basta continuar estudando para ir ainda melhor em outras olimpíadas”, destaca. Quanto ao temido ano de vestibular, Daniel não se assusta. “Quero aproveitar de algum modo o raciocínio matemático que desenvolvi durante esses anos. Não estou certo, mas estudar computação é uma forte possibilidade”, finaliza.




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