Estado tem 2ª maior alta na receita de serviços

SETEMBRO

Serviços prestados às famílias lideram a expansão na receita nominal cearense no setor, ao registrarem crescimento de 31,7%, no nono mês do ano, segundo divulgou, ontem, o IBGE

Fortaleza/Rio. Os serviços prestados às famílias voltaram a impulsionar o setor no Ceará, em setembro, e fizeram com que o Estado tivesse a segunda maior expansão do País, em receita nominal, segundo pesquisa elaborada e divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços, os dados cearenses apontaram, em setembro, uma receita nominal maior, com 11,8% de crescimento - abaixo apenas de Brasília, com 20,6%, e acima da alta nacional, de 6,4%.

Especificamente sobre os serviços prestados às famílias, a investigação aponta uma expansão de 31,7% para o mesmo período - o maior do Estado, acima dos crescimentos dos chamados "outros serviços" (18,5%), dos serviços profissionais, administrativos e complementares (14,5%) e dos transportes (12,9%). No Ceará, a única retração na receita nominal veio dos serviços de informação (-2,3%).

Na média da receita para os nove primeiros meses de 2014, o Ceará segue com alta de 6,7% também impulsionado pelos serviços prestados às famílias, os quais acumulam crescimento de 21,6% na receita nominal neste ano. No período, os estados que acumulam as maiores altas são o Distrito Federal (19,1%); Goiás (10,8%); e Paraíba (9,5%).

Crescimento em 20 estados

A pesquisa ainda atestou que a variação da receita nominal no setor de serviços foi maior em setembro que em agosto em 20 unidades da federação. A maior alta foi no Distrito Federal, onde a receita cresceu 20,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2013. Além do Distrito Federal e do Ceará, outros dois estados apresentaram crescimentos de dois dígitos na receita nominal do setor: Tocantins (11%) e Maranhão (10,5%).

Por outro lado, os estados do Amapá (-1%), Mato Grosso (-1,1%) e Roraima (-1,8%%) caíram, em setembro.

De acordo com a pesquisa, o Espírito Santo, Piauí e Mato Grosso do Sul saíram de um resultado negativo, em agosto, para crescimentos em setembro. O setor de serviços capixaba, que tinha caído 0,6%, subiu 6,2% em setembro. Já Mato Grosso, que variou de 0,2% para -1,1%; e Roraima, de 1,2% para -1,8%, fizeram o caminho inverso, apresentando resultado negativo.

O único estado que repetiu o resultado de agosto foi o Rio de Janeiro, com 5,6% de expansão. A maior queda foi a do Acre, onde, em setembro, teve crescimento 4,4 pontos percentuais menor que em agosto, 11,2% para 6,8%. Em Sergipe, a variação de 6,1%, de agosto, caiu 2,2% em setembro.

Expansão de 6,4% no País

Já a receita nominal do setor de serviços nacional, que cresceu 6,4% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2013, indica a superação das taxas de julho e de agosto, que foram 4,6% e 4,5%, respectivamente.

Em 12 meses, o setor de serviços acumula expansão de 7,1% de sua receita nominal, enquanto em 2014, o crescimento é 6,6%. Os serviços prestados às famílias tiveram crescimento de 7,7% da receita.

A variação, no entanto, foi menos intensa que a de agosto, quando essa parte dos setor de serviços cresceu 9%. Esses serviços acumulam a maior alta de 2014, 10,1%, e também a maior em 12 meses, 10,2%.

Pior trimestre do ano

Já para a análise do terceiro trimestre, a pesquisa aponta o menor crescimento de 2014, na receita nominal dos serviços. A alta de 5,1%, nos meses de julho, agosto e setembro, sobre o mesmo período de 2013, também ficou abaixo dos avanços registrados no ano passado.

No segundo trimestre, segundo o IBGE, o crescimento registrado na Pesquisa Mensal dos Serviços havia sido de 6,2%, valor que representava queda de 2,5 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre, que teve crescimento de 8,7%. No terceiro trimestre do ano passado, a receita nominal do setor de serviços avançou 8,4%, sobre 2012, mas também ficou abaixo da registrada no segundo trimestre, que tinha sido 9,3%. Enquanto o terceiro trimestre de 2014, a menor alta foi registrada nos serviços de informação e comunicação - 2,2%. Esses serviços haviam crescido 4,6% no trimestre passado e 6,6% no início do ano.