CE Hospital Walter Cantídio e Hemoce realizam 2º transplante alogênico de medula óssea
O Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), realizou nesta quinta-feira (4) o 2º transplante alogênico de medula óssea do Ceará. No procedimento, o paciente de 28 anos, portador de leucemia, recebeu células saudáveis e compatíveis de seu único irmão, 2 anos mais velho.
O transplante foi feito por uma equipe de 4 médicos, comandada pelo Dr. Fernando Barroso, hematologista e chefe de transplantes de medula do HUWC. Segundo o médico, a operação foi bem-sucedida e agora o homem ficará interno para receber todos os cuidados durante o pós-cirurgico.
"O procedimento foi um sucesso, porém bastante complexo. Ele (paciente) está bem e agora vai ficar em observação durante um mês para avaliarmos o processo de aceitação, chamado deenxertia", disse.
Após a cirurgia, o doador da médula foi examinado e liberado pelo hospital. "Fiquei honrado de ter ajudado meu único irmão e proporcionar uma melhora para ele. Já estou bem e agora é rezar para que der tudo certo", falou o homem.
O primeiro transplante alogênico do Estado aconteceu em fevereiro deste ano. A paciente, de 29 anos, teve sua medula funcionando normalmente, no décimo dia após o procedimento.
Importância do cadastro
Em 2012, o Hemoce iniciou a coleta em doadores para transplante de medula óssea alogênico, não aparentado. Antes, na região nordeste, o procedimento era realizado apenas nos hemocentros de Natal e Recife.
A compatibilidade entre o doador e o receptor é definida por um conjunto de genes, que devem ser iguais. Para encontrar um doador compatível entre irmãos do mesmo pai e da mesma mãe, a chance é de 25 a 35%, caso o doador não seja encontrado entre os parentes, a busca acontece em um banco internacional, onde a chance é de 1 para 1 milhão.
Redação Web




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