QUIXADÁ - Bicicletas voltam a atrair adeptos no Sertão Central
O cliente pode optar por comprar bicicletas de marcas conhecidas ou montar a sua . As 12 lojas existentes na cidade possuem toda a estrutura e os mesmos itens disponíveis nos grandes centros urbanos.
Quixadá. Uma década após as motocicletas invadirem as ruas do Interior, tomando o espaço do veículo mais popular desde o início dos anos 70, a comercialização da bicicleta volta a conquistar o interesse dos consumidores deste município. Apesar da cidade não possuir uma única ciclovia, a cada dia aumenta a procura nas lojas especializadas da cidade. Algumas estão montando mais de 10 bicicletas por mês. Os lojistas comemoram o reaquecimento do setor da ordem de 10 a 15% ao mês.
Com preços mais acessíveis e facilidades no pagamento qualquer pessoa pode adquirir sua bicicleta. Os negócios podem melhorar ainda mais se os impostos forem reduzidos. As 12 lojas existentes na cidade possuem toda a estrutura e os mesmos itens disponíveis nos grandes centros urbanos. O cliente pode optar por comprar bicicletas de marcas conhecidas ou montar a sua.
Na opinião do proprietário da Ciclo Peças, o lojista César Bezerra, os usuários estão percebendo o prazer de circular pela cidade a pedaladas. Outra vantagem está relacionada à saúde. É importante se exercitar. A maioria é da nova geração. São jovens, abaixo do 30 anos de idade.
A procura, principalmente pela montain bike, tem aumentado desde o início do ano. Hoje, ele conta com dois mecânicos exclusivamente para montagem de bicicletas. "Com a disponibi-lização de espaços para o ciclismo e campanhas de estímulo a essa atividade, como uma prática saudável poderemos reconquistar o nosso espaço", acrescenta César Bezerra.
Ciclovias
Para Francisco Silvério de Lima, mais conhecido como Silveira, considerado um dos mais antigos comerciantes desse ramo, os negócios poderão melhorar ainda mais quando os políticos passarem a pensar na implantação de ciclovias na cidade. "Na zona rural não há mais interesse pela bicicleta. Todos preferem a motocicleta como meio de transporte. Mas na cidade, com aumento do número de carros está ficando cada vez mais difícil se locomover. A bicicleta é a alternativa. Resta apenas os governantes terem vontade política e estabelecerem normas e criarem ciclovias", ressaltou.
A dona-de-casa Lúcia Silveira concorda com os lojistas. Ela e o marido, servidor público, gostam de pedalar pela cidade. Se os motoristas e os motociclistas respeitassem as regras de transito prefeririam seguir do Planalto Universitário para o Centro da cidade de bicicleta. Mas têm dificuldade, inclusive, para estacionar sem correr o risco do meio de transporte ser roubado. Neste fim de semana, com o apoio da Secretaria de Esportes do Município, os ciclistas vão ganhar uma nova pista para a prática de bicicross. Segundo o ciclista profissional Jurandir Nunes, mais conhecido como "Didi Cross", será a pré-inauguração do novo espaço. Os amigos proprietários de lojas na cidade agradecem, comenta ressaltando a importância do estimulo ao ciclismo, como esporte ou lazer.
Os negócios podem melhorar ainda mais para os comerciantes, se o Congresso aprovar a emenda, apresentada pelo senador Inácio Arruda, do Ceará, a qual estabelece o fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bicicletas ou peças de bikes fabricadas no Brasil. Atualmente, a alíquota do IPI é de 10% e carga tributária está em torno de 40%.
Conforme a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas Bicicletas e Similares (Abraciclo), o Brasil detém apenas 4% do mercado mundial de bicicletas. A índia produz o dobro e a China detém 67% desse mercado. A produção brasileira vem caindo desde 2007, quando a Abraciclo iniciou seus levantamentos. Mesmo assim, em 2013, produziu mais de 4,1 milhões de unidades.
Mais informações:
Ciclo Peças
Telefone: (88) 9914.2541
Casa São Francisco
Telefone: (88) 3412.0400
Centro
Alex Pimentel
Colaborador




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