Novo presidente da Boeing assume com missão de resolver crise do 737 MAX

Funcionários da Boeing criticam insegurança do 737 MAX

Novo presidente da Boeing assume com missão de resolver crise do 737 MAX Empresa estimou os custos da suspensão da aeronave em mais de US$ 9 bilhões até o momento e deve divulgar custos adicionais. Por Reuters [caption id="attachment_158566" align="alignleft" width="300"] A Boeing estimou os custos da suspensão da aeronave em mais de US$ 9 bilhões[/caption] O novo presidente-executivo da Boeing, David Calhoun, assume o cargo nesta segunda-feira (13) enquanto a fabricante norte-americana de aviões luta para se recuperar de dois acidentes com sua aeronave 737 MAX, que mataram 346 pessoas e fizeram o avião ser suspenso em todo o mundo em março. Calhoun, 62 anos, um diretor de longa data da Boeing nomeado presidente do conselho em outubro, após o colegiado remover Dennis Muilenburg do cargo, foi nomeado presidente-executivo em 23 de dezembro após a demissão de Muilenburg em meio a crescentes preocupações sobre o relacionamento da empresa com os reguladores e maneira como lidou com a crise do 737 MAX. A Boeing estimou os custos da suspensão da aeronave em mais de US$ 9 bilhões até o momento e deve divulgar custos adicionais significativos durante a apresentação do balanço financeiro do quarto trimestre em 29 de janeiro. A Boeing enfrenta custos crescentes por interromper a produção do MAX este mês, compensando as companhias aéreas pelos voos perdidos e dando assistência à sua cadeia de fornecimento. A empresa também está considerando aumentar mais dívidas. Calhoun, executivo de longa data do grupo de private equity Blackstone e diretor de crises corporativas, já está trabalhando para reparar os relacionamentos da empresa com reguladores, companhias aéreas e parlamentares. Anteriormente, ele comandou uma divisão da General Electric que incluía motores de avião. Mensagens de funcionários da Boeing criticam insegurança do 737 MAX Na semana passada, o conselho e o presidente-executivo interino inverteram o curso e recomendaram aos reguladores a exigência de treinamentos em um simulador para os pilotos antes de retomarem as operações do 737 MAX. Os diretores também autorizaram a divulgação de mais de 100 páginas de mensagens internas prejudiciais que mostravam os esforços da empresa para evitar o oneroso treinamento em simuladores em meio a perguntas preocupantes sobre sua cultura corporativa. Em um email, um funcionário disse que o 737 MAX foi "projetado por palhaços que, por sua vez, são supervisionados por macacos". Uma fonte próxima a Calhoun disse no domingo que era importante que os funcionários vissem os emails, que a Boeing descreveu na semana passada como "completamente inaceitáveis". Calhoun quer "se livrar da cultura da arrogância" na Boeing que levou às mensagens escritas por um pequeno número de funcionários e garantir que os funcionários "se responsabilizem", disse a pessoa. Na sexta-feira, o conselho aprovou um salário anual de US$ 1,4 milhão para Calhoun e uma compensação de longo prazo de US$ 26,5 milhões se ele atingir algumas metas, incluindo o retorno ao serviço do 737 MAX. A Reuters informou que a FAA não deve aprovar o retorno do MAX até pelo menos fevereiro, ou, potencialmente, março ou mais tarde. As companhias aéreas dos EUA cancelaram os voos do MAX até o início de abril ou depois disso. g1.globo.com/economia