JBS, BRF e Marfrig não estão na lista de frigoríficos que podem vender carne para a Rússia

Mercado russo estava fechado para a carne brasileira

[caption id="attachment_149077" align="alignleft" width="300"] Nove empresas poderão voltar a exportar carnes para a Rússia — Foto: Reprodução/ Rede Amazônica[/caption] JBS, BRF e Marfrig não estão na lista de frigoríficos que podem voltar a exportar para a Rússia Mercado russo estava fechado para a carne brasileira desde dezembro do ano passado por conta de contaminação com substância proibida no país. Por G1 Frigoríficos da JBS, BRF e Marfrig ficaram de fora das unidades que podem voltar a exportar carne para a Rússia. O mercado russo estava fechado para a carne brasileira desde dezembro do ano passado. O embargo havia sido imposto porque o país havia identificado contaminação com ractopamina e outros estimulantes de crescimento nos produtos. O uso da substância na alimentação dos animais é permitido no Brasil, mas proibido na Rússia e outros países da Europa. Segundo comunicado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nove empresas que estavam com as exportações suspensas poderão voltar a comercializar carne com a Rússia. São elas: Barra Mansa Comércio de Carnes e Derivados Ltda (SIF 941 - carne bovina desossada e carne suína e carne suína in natura) Agra Agroindustrial de Alimentos S/A (SIF 3941 - abate de gado, corte, armazenamento de carne bovina; carne suína crua) Alibem Alimentos S/A (SIF 2146 - carne suína e carne suína crua) Alibem Alimentos S/A. (SIF 915 - carne suína e carne suína crua) Adelle Indústria de Alimentos Ltda (SIF 15 - suínos para abate, corte e estocagem de carne suína, produção de subprodutos e carne de suíno gordo) Minerva S/A (SIF 431 - carne bovina desossada e carne crua) Cooperativa Central Aurora Alimentos (SIF 3847 - carne suína e carne suína crua) Frigorífico Astra do Paraná Ltda (SIF 1251- abate e corte de gado) Frigorífico Vale do Sapucaí Ltda (SIF 1883 - abate de bovinos, corte, armazenamento de carne bovina, produção de subprodutos e gorduras bovinas) O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, disse que espera que, com a reabertura do mercado russo, os frigoríficos consigam recuperar o fôlego perdido com a greve dos caminhoneiros. “Esperamos que o setor privado entenda que as ações de certificação e segregação são necessárias para preservar este mercado”, disse em nota. Na véspera, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, comemorou a queda do embargo e agradeceu ao presidente russo, Vladimir Putin, com quem tratou sobre o assunto por telefone. “É difícil abrir mercado, é fácil perder mercado e muito mais difícil recuperar mercado”, disse em vídeo distribuído pelo Whatsapp.