Paulo Guedes pretende fortalecer política de comércio exterior
Paulo Guedes será ministro do governo Bolsonaro
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O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes — Foto: Sergio Moraes/Reuters[/caption]
Paulo Guedes pretende fortalecer política de comércio exterior
Por João Borges
Uma política articulada e ativa na área de comércio exterior, com ênfase na ampliação das exportações e conquista e ampliação de mercados. É o que defende o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, nas reuniões com os economistas que compõem a sua equipe de transição e que devem ir com ele para a esplanada dos Ministérios no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).
A declaração do futuro ministro de Paulo Guedes de que vai "salvar a indústria brasileira apesar dos industriais brasileiros" soou como algo provocativa para as lideranças do setor que reagem à incorporação do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC) ao Ministério da Fazenda.
Pelo que se discute na equipe do futuro ministro da Economia, o eixo da política industrial muda. Mas isso não significa perda de importância relativa do setor na estratégia econômica do novo governo.
Daí a frase de Guedes de que pretende salvar a indústria apesar das queixas e reclamações dos industriais, que veem no MDIC a trincheira de defesa dos seus interesses.
A política de comércio exterior se desdobra em cinco pontos: inteligência (processar e levantar informações), formulação (definir estratégias e ações), negociação, promoção comercial e defesa comercial.
Nos Estados Unidos (EUA) o sistema funciona num modelo de arquipélago: cada órgão cuidando de uma dessas frentes, mas de forma muito bem articulada. No Japão o modelo é centralizado. É o que deve ser adotado pelo Brasil a partir da criação do Ministério da Economia.
O comércio externo, na visão de Guedes e sua equipe, está na base do processo de crescimento dos países que se desenvolveram nas últimas décadas. Coreia, China, Japão, Alemanha, Chile e mais recentemente a Índia. Países de sistemas políticos diversos, de regiões diversas, culturas diversas, mas com uma coisa em comum: o comércio externo a alavancar o desenvolvimento.
Pelo que se comenta no entorno de Paulo Guedes, uma equipe forte será formada para dar novo impulso à área de comércio externo do país.
A abertura comercial, com redução de alíquotas e entraves para importação, seria gradual, como já sinalizou o ministro, que ainda promete juros mais baixos (o que depende do ajuste das contas públicas) e menos burocracia.
Essa é a receita para salvar a indústria brasileira, que vem perdendo fôlego e peso relativo na economia ha décadas. Apesar dos industriais, segundo o Guedes.




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