Cacá Diegues é eleito imortal da Academia Brasileira de Letras

Cacá Diegues, parte do movimento Cinema Novo

[caption id="attachment_147978" align="alignleft" width="300"] Cacá Diegues durante apresentação do filme "O grande circo místico" no 71º Festival de Cannes (Foto: Alberto PIZZOLI / AFP)[/caption] Cacá Diegues é eleito imortal da Academia   Brasileira de Letras Cineasta alagoano vai ocupar Cadeira 7, na sucessão do também cineasta e amigo Nelson Pereira dos Santos, morto em abril. Cacá é autor de filmes premiados como 'Xica da Silva' e 'Bye Bye Brazil'. Por G1 Rio Cineasta Cacá Diegues é eleito novo membro da ABL A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu nesta quinta-feira (30) o cineasta Cacá Diegues, de 78 anos, como o novo ocupante da Cadeira 7. Ele concorreu com nomes como Conceição Evaristo e Pedro Corrêa do Lago. Autor de mais de 20 filmes e ganhador de vários prêmios, ele ocupará o lugar do também cineasta Nelson Pereira dos Santos, que morreu em abril deste ano. Os dois eram amigos e, juntos, fizeram parte do movimento conhecido como Cinema Novo. Antes deles, a Cadeira 7 já pertenceu a nomes como Euclides da Cunha e Valentim Magalhães – fundador, que escolheu como patrono Castro Alves. Outros ocupantes: Euclides da Cunha, Afrânio Peixoto, Afonso Pena Júnior, Hermes Lima, Pontes de Miranda, Dinah Silveira de Queiroz e Sergio Corrêa da Costa. Alagoano radicado no Rio, Carlos José Fontes Diegues recebeu 22 votos dos 24 Acadêmicos presentes, além de 11 por cartas – três não votam por motivo de saúde. O presidente da ABL, escritor Marco Lucchesi, qualificou Cacá como um cineasta de olhar refinado para retratar as diferentes realidades brasileiras. "A Academia celebra a presença de Cacá Diegues em seus quadros. Um dos mais premiados cineastas brasileiros, cuja obra lança um olhar profundo e generoso sobre nosso país. Crítico refinado, diretor reconhecido além fronteiras. Sua entrada é uma homenagem ao saudoso Nelson Pereira dos Santos, de quem foi amigo, através das novas lentes que ambos construíram para ver mais longe a nossa realidade”, afirmou. Vida e obra Ao longo da carreira de cineasta, Diegues fez mais de 20 filmes de longa-metragem. Entre os mais premiados estão Xica da Silva” (1976), “Bye Bye Brasil” (1980), "Veja esta canção" (1994) e “Tieta do Agreste” (1995). Também são filmes dele: “Ganga Zumba” (1964), “Os herdeiros” (1969), “Joanna Francesa” (1973), “Chuvas de verão” (1978), “Quilombo” (1984), “Um trem para as estrelas” (1987), “Orfeu” (1999), “Deus é brasileiro” (2003), “O maior amor do mundo” (2005) e “O grande circo místico” (2018), inspirado na obra do poeta Jorge de Lima. Em 2012, foi o homenageado do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em premiação no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Diegues também já foi enredo da escola de samba Inocentes de Belford Roxo, da Série A do carnaval do Rio, em 2016. O enredo era "Cacá Diegues - Retratos de um brasil em cena". Cacé Diegues tem três filhos: Isabel e Francisco, do seu casamento com a cantora Nara Leão – de quem se separou na década de 1970, anos antes de a artista morrer; e Flora, fruto do casamento com a produtora de cinema renata Almeida Magalhães, com quem vive desde 1981.