Grávida que consta como morta no SUS consegue iniciar pré-natal em GO: 'Alívio'
Grávida consegue atendimento na gestação
Grávida de dez semanas, a jovem Tayrine de Souza Nunes, de 26 anos, conseguiu, enfim, fazer sua primeira consulta do pré-natal nesta sexta-feira (23), em Goiânia. Ela consta como morta no morta no cadastro do Sistema Único de Saúde (SUS) e por conta da situação, não tinha acesso ao procedimento. Feliz, a futura mamãe comemorou poder ter o acompanhamento necessário na gestação.
"Foi incrível a primeira consulta. A expectativa era muito grande. Agora é fazer os exames. Graças a Deus cosegui fazer minha gestação tranquila. É um alívio, um descanso", disse.
A resolução do problema cadastral já está em tramitação e deve demorar cerca de 15 dias. Porém, a Secretatria Municipal de Saúde (SMS) informou em nota enviada ao G1 que " já deu resolutividade ao caso para que a paciente inicie o acompanhamento" até que a pendência seja solucionada definitivamente.
A consulta ocorreu no Centro de Saúde da Família, no Jardim Primavera, em Goiânia, onde a mãe dela mora. Tayrine reside em Goianira, na Região Metropolitana da capita. Ela é estudante de direito, mas teve que deixar o curso por falta de dinheiro e ainda está desempregada.
Após a consulta, ela recebeu a caderneta da gestante, onde poderá acompanhar todo o desenvolvimento do bebê. A jovem revela que levou uma bronca do médico por demorar a começar o pré-natal, mas diz que o profisional entendeu o motivo.
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Grávida que consta como morta no SUS consegue iniciar pré-natal: 'Alívio' (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
"Ele ficou bem bravo, mas eu expliquei a situação. O médico me passou o exame da mamãe e os de rotina de gravidez para eu fazer. Me passou também o pedido de um remédio que já era para eu estar tomando e agora vou começar a tomar. E também alguns pedidos de chequinho que eu não estava conseguindo tirar e agora eu consegui", conta.
Com a perspectiva de que o problema seja totalmente resolvido em breve, Tayrine agora só pensa em cuidar da nova vida que espera. "Quando você olha para seu documento do SUS, que é um plano de saúde, e você olha que está morta... Como? Me deu um pânico porque essa criança precisa de mim”, relata.
Problema cadastral
A jovem nasceu no dia 15 de janeiro de 1991, mesmo data em que teria morrido, segundo o cadastro do SUS. A jovem contou que no dia 16 de maio passou mal, foi ao hospital e descobriu que estava grávida.
No dia seguinte, Tayrine foi até a Maternidade Nascer Cidadão, em Goiânia, onde foi informada que estaria "morta". Desde então, ela não consegue atendimento. "Não consigo. Não adianta. Você vai lá eles falam ‘você está como morta, você precisa resolver no sistema’. E quando você vai resolver no sistema, sempre está bloqueado”, afirma à TV Anhanguera.
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Jovem grávida não conseguia fazer pré-natal porque consta como morta no SUS (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
No hospital, ela foi informada que teria de procurar o posto de saúde do Jardim Primavera, onde fez o cartão do SUS, para resolver o problema. Porém, lá ela foi encaminhada para o distrito sanitário, para arrumar as questões cadastrais. Novamente, o problema não foi resolvido. Foi solicitada então que ela fosse até o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), onde a situação permaneceu inalterada.
Curiosamente, a jovem diz que já conseguiu atendimento na rede pública outras vezes e que o problema nunca foi constatado. "Eu fiz esse cartão em 2013 e de lá para cá, já precisei e fui atendida algumas vezes. Agora é que descobrimos essa situação", pontua.
Nota da SMS:
Sobre Tayrine de Souza Nunes, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia informa que já deu resolutividade ao caso para que a paciente inicie o acompanhamento pré-natal pelo Sistema Único de Saúde da Capital enquanto o trâmite junto ao Ministério da Saúde para reativação do cadastro da jovem não seja concluído.
A SMS reitera que segue em investigação para identificar a origem do erro no preenchimento do cadastro da usuária. Pelo sistema é possível rastrear as alterações realizadas. Entretanto, pelo grande número de pessoas que podem acessar o cadastro do Cartão SUS, é possível a ocorrência de erro no lançamento de dados.
A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia reforça ainda que é importante que os usuários do Sistema Único de Saúde procurem uma unidade de saúde sempre que trocarem de endereço para atualização do dados cadastrais.
fonte:g1.globo.com







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