Corpo de Carl Schumacher é velado por amigos e parentes em BH
Carl, foi um grande ator brasileiro
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Família e amigos velam corpo do ator Carl Schumacher em Belo Horizonte (Foto: Alex Araújo/G1)[/caption]
A causa da morte do ator que atuou na 'Turma do Didi' é desconhecida.
Carl Schumacher foi encontrado morto em casa no último domingo.
Alex AraújoDo G1 MG
O corpo do ator e dramaturgo Carl Schumacher foi velado nesta terça-feira (25) na Funerária Santa Casa, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Parentes do artista não quiseram dar entrevista. O ator tinha carreira sólida no teatro mineiro, além de ter atuado em novelas e na "Turma do Didi".
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O ator e diretor Alexandre Bandeira, de 48 anos, que encontrou o corpo de Schumacher na tarde do último domingo (23), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, disse que o amigo estava fraco, com a saúde debilitada.
"Ele [Carl Schumacher] tinha diabetes, tomava remédio. Tudo indica que ele morreu de infarto, mas o laudo do IML vai sair em 30 dias", falou.
Bandeira comentou ainda que o corpo do amigo foi encontrado em cima da cama, sem ferimentos. "Parece que ele morreu dormindo", completou.
O ator e diretor Alexandre Bandeira trabalhou nos últimos quatro meses com Schumacher na montagem do espetáculo "Amor de Vampira", que estrearia no dia 14 de novembro, no Teatro Pio XII, em Belo Horizonte. A peça fez sucesso na capital mineira entre as décadas 1980 e 1990.
Com a morte de Schumacher, a peça foi adiada e deve estrear em março de 2017. "Vamos fazer uma reunião com o elenco e a produção para definir como vai ficar agora. Era uma grande produção. Agora, com a morte dele, será uma megaprodução em homenagem a ele", disse Bandeira.
Além de fazer o papel principal no espetáculo, Schumacher também o dirigia – função assistida por Bandeira, que também atua.
"Ele é uma das pessoas que mais tinham uma inteligência rara. Ele escrevia e desenhava um espetáculo como ninguém. Um grande ator, de gênio forte. Defendia a sua atividade, o seu trabalho", disse Rômulo Duque, presidente do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc-MG), que esteve na despedida.
Duque falou que volta de Schumacher à produção mineira fortalecia a categoria artística do estado. "Só tenho que agradecer. Agora, lá em cima, ele vai encontrar com outras estrelas", acrescentou.
O enterro foi às 14h, no Cemitério da Paz, no Caiçara, Região Noroeste da capital.





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