Calendário básico de vacinação passará por mudanças em 2016
O Brasil está oficialmente livre da rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
A partir de janeiro de 2016, os serviços de unidades de saúde adotam as alterações aprovadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para o calendário básico de vacinação. Com isso, a vacinação de rotina introduz novos esquemas vacinais e algumas mudanças, como a extensão universal da vacina contra a hepatite B para todas as faixas etárias e a redução de doses para as vacinas HPV, que passa a ser de duas doses (dose inicial e outra dose seis meses depois), não sendo mais necessária a terceira dose, cinco anos depois da primeira dose, além da vacina pneumocócica 10 valente que também passa a ser de duas doses (aos 2 meses e aos 4 meses, com um reforço aos 12 meses). VEJA AS MUDANÇAS NO CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO/2016: - Vacina hepatite B: a partir de janeiro para todas as idades. - Vacina poliomielite: substituição da terceira dose da vacina oral pela vacina inativada. - Vacina pneumocócica 10 valente: novo esquema básico de duas doses (aos 2 meses e 4 meses) e reforço, preferencialmente aos 12 meses, podendo ser até os 4 anos de idade. - Vacina hepatite A: alteração da faixa etária para a vacinação, dos 12 meses para os 15 meses de idade. - Vacina papiloma vírus humano (HPV): mudança do esquema vacinal para duas doses (0 e 6 meses), não sendo necessária a administração da terceira dose. - Vacina meningocócica C (conjugada): administrar o primeiro reforço (R1) preferencialmente aos 12 meses (podendo ser feito até 4 anos). RUBÉOLA O Brasil está oficialmente livre da rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para receber o Certificado de Eliminação da Rubéola, entregue na Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Brasília, no dia 2 de dezembro, o país comprovou não registrar casos da transmissão endêmica das doenças desde 2008 e 2009, respectivamente. O reconhecimento de território livre da rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) foi possível a partir de dados epidemiológicos apresentados pela OPAS/OMS e por países membros. A partir deles, o Comitê concluiu que, no Brasil, não há evidência de transmissão endêmica da rubéola ou SRC por cinco anos consecutivos, período maior que os três anos requisitados para declarar a doença eliminada. Atualmente, três vacinas são ofertadas pelo SUS contra a rubéola: a dupla viral (sarampo e rubéola), tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e a tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela). As vacinas tríplice viral (introdução gradativa desde 1992) e tetra viral (introduzida em 2013) fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e estão disponíveis durante todo o ano nas 36 mil salas de vacinação. Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado do Ceará




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