Polícia procura grupo que agrediu jovem por homofobia em Juiz de Fora

'Não aguentei e falei. Foi aí que eles me bateram', diz jovem sobre insultos. Três mulheres foram identificadas e homem também é investigado.

Adolescente diz que foi vítima de grupo por homofobia (Foto: Rafael Antunes/G1) O pai de um adolescente de 17 anos registrou nesta segunda-feira (5) em Juiz de Fora, uma ocorrência na Delegacia de Polícia Civil alegando que o filho foi vítima de agressão por homofobia. O garoto é morador do Bairro Nova Benfica e afirmou que esta não foi a primeira vez que foi alvo do mesmo grupo. “Eles já tinham me agredido umas cinco ou seis vezes e eu nunca tinha feito nada, mas dessa vez eu não aguentei e falei. Foi aí que eles me bateram”, acrescentou. A última agressão ocorreu por volta das 21 horas desta segunda-feira, quando o adolescente voltava para casa após visitar um tio que está internado em um hospital do Centro da cidade. “Como o meu ônibus estava demorando peguei outro e tive que seguir a pé. Eles estavam bebendo em um bar. Ao passar começaram a me xingar falando da minha opção sexual e eu respondi afirmando que a vida era minha e que eu decidia sobre ela. Aí eles se revoltaram e vieram para cima de mim. Eu pedi para eles pararem, mas não pararam e continuaram batendo”, contou. O adolescente foi socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento da região Norte (UPA Norte), onde foram detectadas diversas lesões no rosto, cortes na cabeça e edemas nas costas provenientes de golpes de madeira. Depois do crime, o pai do garoto defendeu o filho e classificou como covarde as agressões. “Cada ser humano tem a opção de livre escolha. Não é a primeira vez que fazem isso, mas agora as lesões foram muito graves. Vários adultos batendo em um garoto de 17 anos porque ele é homossexual. Isso me revoltou muito. Ele nunca me deu problema, sempre foi muito educado e prestativo, mas é perseguido por ter feito uma opção sexual. Nenhum ser humano pode ser agredido dessa forma", afirmou. Em seguida, a vítima e o pai foram para a delegacia. Segundo o delegado da Polícia Civil, Rodolfo Rolli, três mulheres já identificadas e um homem que ainda não tem identificação. Todos estão sendo procurados pela polícia. Quando localizados serão convocados a prestar depoimento e devem ser indiciados por lesão corporal grave ou gravíssima, dependendo do laudo do legista que fez o exame de corpo de delito na vítima, que será entregue ainda nesta terça-feira (6). Se condenados pelo crime, podem ficar presos em regime fechado de dois a oito anos. Do G1 Zona da Mata