Polícia investiga 30 desaparecimentos em busca de vítimas de pintor em SP
'Ele matava desde janeiro deste ano', diz delegado da Seccional Sul. Exames de DNA deverão ser realizados em ossadas encontradas.
Corpo é retirado da casa do pintor Jorge de Oliveira na região do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo (Foto: Amauri Nehz/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo) Glauco AraújoDo G1 São Paulo O delegado da 2ª Seccional - Sul, Jorge Carrasco, disse que vai investigar se o pintor de paredes Jorge Luiz Morais de Oliveira, de 41 anos, tem alguma relação com o desaparecimento de 30 pessoas na região do 35º Distrito Policial, que compreende à região de Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, perto da casa onde o suspeito morava. Jorge Luiz Morais de Oliveira é suspeito de matar e esconder corpos dentro do imóvel onde morava, na Favela Alba. Ele confessou em depoimento à polícia que matou seis pessoas – cinco mulheres e um homem, segundo Carrasco. A Polícia Civil disse, no entanto, que o homem vai responder por sete homicídios, que é o total de corpos e ossadas encontrados no imóvel até a tarde desta terça-feira (29). "Temos uma relação de pessoas desaparecidas na área da circunscrição do 35º DP e em alguns desses casos temos evidências de que possivelmente tenham sido mortas por esse indivíduo. Ele disse em depoimento que matava desde janeiro deste ano", disse Carrasco. Sobre a possibilidade de Oliveira ter recebido ajuda para matar e ocultar os corpos das vítimas, o delegado informou que o pintor "disse que agiu sozinho, mas a polícia vai investigar se tudo o que ele disse no interrogatório é verdade." O seccional explicou que deve fazer exames de DNA para identificar os corpos e ossadas encontradas na casa do pintor. "O trabalho de identificação dos corpos segue. Dependemos de laudos técnicos e periciais. Temos ossos, crânios e tudo será identificado", disse Carrasco. O caso Oliveira foi preso depois de a polícia encontrar o corpo de Carlos Neto Alves Júnior, de 21 anos, na casa dele, na sexta-feira (25). Durante a perícia, foram achados mais três cadáveres e uma ossada. Nesta terça-feira, foram feitas novas buscas no imóvel e mais corpos foram encontrados, totalizando sete vítimas. A polícia também encontrou fotos de seis pessoas na casa e vai investigar se elas estão desaparecidas. Durante depoimento no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino, Oliveira confessou ter assassinado cinco mulheres e um homem, que é o vizinho Carlos Júnior, segundo a polícia. O pintor disse em depoimento que as mortes aconteceram dentro do imóvel e as vítimas eram mulheres que compartilhavam drogas com ele. Ele nega ter mantido relação sexual com as vítimas. O pintor também afirmou que a motivação para os crimes é que ele "fazia oposição à facção que está nos presídios e temia que as vítimas revelassem isso na região e, por isso, as estrangulou." O homem diz que matou Carlos Júnior em legítima defesa. O suspeito disse que Júnior entrou em sua casa com uma faca na mão na companhia de outro rapaz. Segundo ele, após uma discussão, a vítima o esfaqueou no braço, ele conseguiu tomar a faca de Júnior e começou a golpeá-lo. O rapaz que estava com o jovem teria fugido durante a briga. A polícia diz que as buscas na casa não têm prazo para terminar. Também existe a possibilidade de haver mais de sete vítimas entre as ossadas já localizadas.









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