Família da Bahia busca atendimento para gêmeas siamesas em Goiânia
Maria Clara e Maria Eduarda, de 2 meses, gêmeas siamesas são unidas pelo abdômen.
(Foto: Eliana Brandão/Arquivo Pessoal) Arthur e Heitor foram separados, mas apenas Heitor sobreviveu Paula ResendeDo G1 GO Especialistas do Hospital Materno Infantil vão avaliar possível separação. Um novo caso de separação de gêmeas siamesas passou a ser avaliado nesta terça-feira (14) pela equipe do Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia. Nascidas há dois meses em Salvador, na Bahia, Maria Clara e Maria Eduarda são unidas pelo abdômen, compartilhando o fígado. As famílias das gêmeas chegaram à capital goiana nesta semana. No entanto, o cirurgião pediátrico Zacharias Calil conta que já tinha conhecimento do caso. “Quando nasceram, os médicos da Bahia entraram em contato para saber como proceder. Eles pediram orientação e nós demos”, contou ao G1. Segundo o cirurgião, Maria Eduarda possui hipertensão arterial, o que ele não esperava. “O fator surpresa é a pressão alta, o que não é comum para crianças. Pode ser causada [hipertensão] por um problema renal, cardíaco ou até mesmo não ter uma causa específica”, explicou. O tratamento para a hipertensão de Maria Eduarda pode prejudicar a irmã, pois ao medicá-la, o remédio pode provocar reações em Maria Clara. Por isso, segundo Calil,a situação ainda será estudada. Ao longo da semana, as gêmeas devem passar por uma série de exames e consultas com especialistas, entre eles um cirurgião plástico e uma cardiologista pediátrica. Caso não haja nenhum impedimento, Calil acredita que elas podem ser submetidas à cirurgia de separação em até dez dias. Complexidade Apesar de todo caso de gêmeos siameses ser complexo, Calil considera que a situação de Maria Clara e Maria Eduarda é “mais simples do ponto de vista anatômico”, se comparado a outros siameses, como Heitor e Arhur. Eles eram unidos pelo tórax, abdômen e bacia, compartilhando o fígado e genitália. Após cinco anos de preparação, os meninos passaram por cirurgia de separação em 24 de fevereiro. Três dias após o procedimento, Arthur sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. JáHeitor, 6 anos, ficou três meses internado até receber alta médica, em 27 de maio. O HMI se tornou referência nacional na separação de gêmeos siames. A primeira cirurgia ocorreu em julho de 2000. Desde então, a equipe do hospital acompanhou 28 casos de crianças que nasceram unidas.




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