Poupança tem maior saída de recursos da história para junho

No mês passado, saída de valores somou R$ 6,260 bilhões. Número é o maior para junho desde o início da série histórica, em 1995.

Foto divulgação A caderneta da poupança registrou a saída líquida (retiradas menos depósitos) de R$ 6,260 bilhões em junho - a maior da série histórica para todos os meses, que tem início em janeiro de 1995. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central. A evasão de valores da mais tradicional modalidade de investimentos do país acontece em um momento de alta da inflação, dos juros, dos tributos e do endividamento das famílias, além da perda da rentabilidade frente a outras modalidades de investimentos. Fundo de reserva Especialistas avaliam que, independentemente do rendimento, a caderneta de poupança ainda pode ser uma boa opção de investimento em alguns casos. Pode ser uma boa alternativa, por exemplo, para pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), para pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um "fundo de reserva" para emergências - uma vez que não há incidência do Imposto de Renda. Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet) há cobrança do imposto de renda e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.