BC repete que avanços no combate à inflação ainda não são suficientes
Autoridade monetária divulgou ata da última reunião do Copom.
Na ocasião, juros avançaram para 12,75% ao ano, maior valor em 6 anos. Foto divulgação O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pelo presidente e diretores da instituição que subiu os juros para 12,75% ao ano na semana passada, o maior patamar em seis anos, infomou nesta quinta-feira (12), por meio da ata do encontro, que o cenário de convergência da inflação para a meta central de 4,5% em 2016 tem se fortalecido. "Para o Comitê, contudo, os avanços alcançados no combate à inflação - a exemplo de sinais benignos vindos de indicadores de expectativas de médio e longo prazo - ainda não se mostram suficientes", acrescentou a autoridade monetária. A avaliação já estava presente na ata da reunião anterior do Copom, realizada em janeiro. Segundo analistas, isso pode ser um sinal de que o BC ainda promoverá novos aumentos nos juros básicos da economia. Sistema de metas e objetivo do BC Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Alexandre Tombini, presidente do Banco Central,informou, no fim do ano passado, que a inflação deve retomar a trajetória de convergência para a meta central "ao longo de 2015". Segundo ele, o "horizonte de convergência" com o qual oBC trabalha "se estende até o final de 2016". Em doze meses até fevereiro, a inflação somou 7,7%. O novo aumento dos juros básicos da economia, realizado na semana passada, aconteceu em um momento de baixo nível de atividade, mas com a inflação fortemente pressionada pelo aumento de tarifas públicas, como energia elétrica e gasolina, e também pela disparada do dólar - que já opera acima de R$ 3,10 nos últimos dias. Inflação em 'patamares elevados' e balanço menos favorável O Copom avaliou na reunião, cuja ata foi divulgada nesta quinta-feira, que o fato de a inflação "atualmente se encontrar em patamares elevados" reflete, em grande parte, a ocorrência de dois importantes processos de ajustes de preços relativos na economia - realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais (alta do dólar, por exemplo) e realinhamento dos preços administrados em relação aos livres (como o aumento do preço da energia). "O Comitê considera ainda que, desde sua última reunião, entre outros fatores, a intensificação desses ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável para este ano. Nesse contexto, e conforme antecipado em Notas anteriores, esses ajustes de preços fazem com que a inflação se eleve no curto prazo e tenda a permanecer elevada em 2015", informou o BC. Segundo a autoridade monetária, "ao tempo em que reconhece que esses ajustes de preços relativos têm impactos diretos sobre a inflação, o Comitê reafirma sua visão de que a política monetária pode e deve conter os efeitos de segunda ordem deles decorrentes". Fonte: Portal G1




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