Grupo de sem terra faz ato em frente ao Ministério da Previdência
Manifestantes protestam contra norma que dificulta acesso a seguro rural.
Grupo de manifestantes em frente ao Ministério da Previdência (Foto: Luciana Amaral/G1) Sem terra ligados a 5 entidades iniciaram manifestação no início da manhã. Do G1 DF Um grupo de manifestantes ligados a movimentos por terra faz desde o início da manhã desta terça-feira (10) um ato em frente ao Ministério da Previdência Social, em Brasília. Os manifestantes pedem o arquivamento da medida provisória 664, que aumenta o período necessário para se obter o seguro rural, e querem uma previdência social pública "que atenda mais a classe trabalhadora". "É difícil para as mulheres camponesas serem aposentadas como camponesas mesmo. Temos outras pautas e questões também, como a ampliação da licença maternidade de quatro para seis meses", disse uma das coordenadores do Movimento Camponês Popular (MCP), Tábata Neves. O grupo chegou à Esplanada de ônibus vindo do Parque da Cidade por volta das 8h45. Três faixas do Eixo Monumental tiveram de ser fechadas para a passagem dos manifestantes. Às 9h30, o trânsito na região fluía normalmente. A Polícia Militar informou que conta com um reforço de 40 policiais no local. Até a publicação desta reportagem, não havia registro de confrontos. De acordo com os manifestantes, participam do ato cerca de 500 pessoas. Estão presentes no protesto o Movimento dos Sem-Terra, (MST) Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e o Movimento Camponês Popular (MCP). A camponesa de Caetité, na Bahia, Maria Leide, chegou a Brasília nesta segunda (9) por volta das 12h para participar da manifestação. "Nem todos os lavradores têm capacidade de se aposentar tão tarde. O salário é muito pouco, o transporte é complicado e o dinheiro não dá para as compras de mercado do mês que vem." Imposto de Renda No gramado do Congresso Nacional 13 integrantes da Força Sindical seguravam bandeiras e alguns se vestiram de leão para protestar contra um possível reajuste do Imposto de Renda. Um dos manifestantes, Fábio Oliveira, segurava uma placa com o escrito "de mordida em mordida vou devorando o seu salário".




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