Mercado de trabalho piora em janeiro, aponta indicador da FGV
Indicador antecedente de emprego aponta recuo de 2,4% em janeiro
O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou 4,8% em janeiro na comparação com o mês anterior, para 77,1 pontos, considerando os dados ajustados sazonalmente. O nível é semelhante ao observado em março de 2010, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em dezembro de 2014, o ICD havia caído 1,1%. Segundo a FGV, o resultado confirma uma tendência de piora no mercado de trabalho, já observada ao longo de 2014. "A tendência de piora do mercado de trabalho é confirmada mais uma vez. A percepção de piora, do ponto de vista do consumidor, é generalizada - embora as famílias classificadas nas faixas de renda mais altas tenham tido mais peso nesse resultado", destacou a economista Sarah Lima, pesquisadora da FGV, em nota. O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. Indicador antecedente de emprego aponta recuo de 2,4% em janeiro O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 2,4% em janeiro ante o mês imediatamente anterior, nos dados com ajuste sazonal, para 74,2 pontos. O resultado sucede a alta de 2,0% registrada em dezembro. O resultado coloca em dúvida o movimento de recuperação esboçado em meses anteriores, sinalizando desaquecimento no mercado de trabalho no início deste ano, destacou a Fundação Getulio Vargas (FGV). "A tendência positiva observada ao longo dos últimos três meses de 2014 mostra sinais de reversão, um movimento esperado, dada a perspectiva de continuidade da fase de crescimento lento da economia e dos ajustes macroeconômicos previstos para 2015. As famílias esperam enfrentar mais dificuldades em conseguir emprego nos próximos meses e empresários projetam um cenário pior para os negócios no primeiro semestre do ano", avaliou a economista Sarah Lima, pesquisadora da FGV, em nota. Dos sete componentes do IAEmp, os que mais contribuíram negativamente em janeiro ante dezembro foram a avaliação mais pessimista dos empresários em relação à tendência dos negócios na indústria (-9,2%) e nos serviços (-7,6%). A avaliação sobre a disponibilidade de emprego futuro dos consumidores também pesou, diante da queda de 5,8% neste quesito. O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.




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