Índios isolados do Acre têm primeiro contato com Funai em tentativa de troca de objetos
ESTE MÊS
A Fundação Nacional do Índio (Funai) conseguiu entrar em contato com índios isolados da fronteira do Acre com o Peru. A intermediação foi feita com ajuda de uma comunidade ashaninka, na Aldeia Simpatia, da Terra kampa e Isolados do Alto Rio, no interior do estado.
O contato foi feito há um mês, mas as imagens só foram divulgadas na terça-feira (29). Um índio ashaninka tenta entregar aos índios isolados cachos de bananas, que depois foram trocadas por um jabuti. O grupo tinha aparecido em um rio com arcos e flechas e até uma espingarda.
O relatório da Funai explica que duas equipes saíram da Base de Proteção Etnoambiental (Bape) Xinane, do dia 27 a 30 de junho, para tentar fazer trocas com os índios. Segundo a política do órgão, o contato com índios isolados só é realizado se eles desejarem.
Tentativa de trocas
Os grupos da Funai tentaram trocar terçados por flechas ou artesanatos por ornamentos, mas os índios recusaram. A atenção foi maior quando um servidor fez um cigarro de tabaco. "Pediram o tabaco e o isqueiro. O tabaco foi fornecido, eles pegaram, cheiraram e pediram para que o servidor desse o cigarro feito. Ele forneceu o cigarro, eles deram algumas puxadas e guardaram para mais tarde. O servidor tentou trocar o isqueiro por uma flecha, mas os isolados não quiseram", diz o relatório.
No mesmo dia, os índios isolados saquearam as casas dos ahaninka, cortaram as cordas de ubás e afundaram uma das voadeiras da Funai com motor. Entre os itens levados estavam roupas sujas que poderiam estar contaminadas. Os índios apareceram tossindo e espirrandono dia seguinte e foram levados para uma base do órgão para ficar de quarentena por 15 dias e não contaminarem os outros com gripe.
Redação Web




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