Comunidade das Cabeceiras sepulta Mestra do Grupo das Incelências

No Sítio Cabeceiras a Cultura Popular já é centenária

Familiares, amigos e a comunidade no adeus a dona Terezinha (Imagem Sueli Matos)

Nesta quarta-feira (15), às 10hs, a comunidade do Sítio Cabeceiras com muita tristeza sepultou a sua grande representatividade feminina dentro da cultura popular de Barbalha e Mestra do Grupo das Incelências, Maria Rodrigues de Lima, mas, era carinhosamente conhecida por Terezinha, estava aos 83 anos de idade, uma mulher de muita fibra, guerreira, ultimamente a saúde estava abalada com casos de pneumonia e CA, os problemas de saúde afetaram muito a vida de dona Terezinha, e Deus na sua generosidade de Pai a convidou para a morada eterna. 

A cultura popular na comunidade das Cabeceiras é muito forte e de muita grandeza pela belíssima história de gerações de pai pra filho, uma história mais que centenária no trabalho implantado na fundação do Grupo de Penitentes, e há 32 anos mais uma história bonita nasceu com o Grupo das Incelências fundado pela dona Terezinha, além de instituir ela também ensinava os cantos religiosos ao grupo composto somente por mulheres, crianças, adolescentes, jovens, adultos e também da terceira idade aprendiam a rezar e a cantar com dona Terezinha. 

A COMUNIDADE

A comunidade do Sítio Cabeceiras parou para dar o último adeus a sua mestra entregando-a nos braços de Deus, foi um dia de muita tristeza no coração dos moradores, dos amigos, dos familiares, mas, todos também reconhecem o grande legado deixado para a cultura popular na união dos dois grupos: Penitentes e Incelências do Sítio Cabeceiras.

O sepultamento do corpo de dona Terezinha foi no cemitério da comunidade do Sítio Cabeceiras, local que também preserva-se a memória de muitas pessoas que já fizeram parte dos dois grupos de cultura popular Os Penitentes e as Incelências. 

A sobrinha Sueli Matos, após o sepultamento diz: 

É inexplicável!

Prefiro imaginar que ela estar em casa e que a qualquer momento ela pode chegar lá em casa pra visitar mãe, era o que ela fazia nos últimos meses. Ou que eu posso ir a casa dela vê-la e receber aquele puxão de orelha, porque ela tinha um zelo grande pelos sobrinhos e ela não média as palavras pra aconselhar e exemplar, assim era tia Terezinha. 

Silva Neto – Colaboração Sueli Matos

Dona Terezinha é muito querida em todas comunidades no entorno das Cabeceiras (Imagem Sueli Matos)