Bombeiros continuam trabalho de rescaldo 48 horas após incêndio
Operários vão trabalhar em duas frentes: ruas Alaíde e Domingos Lopes.
Cerca de 48 horas após o início do incêndio que destruiu uma loja da rede atacadista Assaí, em Madureira, no Subúrbio do Rio, bombeiros ainda faziam trabalho de rescaldo. Na manhã deste sábado (22), homens continuavam tentando eliminar todos os possíveis focos dentro do galpão.
O início da demolição do imóvel, que corre o risco de desabar e atingir casas das laterais do prédio, está previsto para este sábado. De acordo com o subsecretário da Defesa Civil, Márcio Mota, as equipes vão atuar em duas frentes: na área do painel frontal do supermercado, na Rua Domingos Lopes, e nos fundos, na Rua Alaíde, onde o muro do mercado ameaça cair sobre nove casas. Duas casas desta rua, vizinhas ao supermercado já foram destruídas e atingidas pelo incêndio, na quinta-feira.
“É um trabalho demorado e muito complicado. Vamos cuidar do painel frontal para que possamos liberar ao tráfego o mais rapidamente possível, pelo menos até segunda-feira (24) a Rua Domingos Lopes. Ela está interditada no trecho do supermercado. Também é preciso muito cuidado na Rua Alaíde para que o muro não desabe sobre as casas. Temos de fazer o possível para preservar as casas”, disse Motta.
A demolição vai ser realizada pela equipe da empresa Fábio Bruno Construções, que presta serviços para a Prefeitura do Rio e também trabalhou na remoção dos escombros do imóvel onde funcionava o restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio. O restaurante foi destruído por uma explosão de gás, que matou três pessoas e deixou 17 feridos, em 2011.
Perícia só será realizada após liberação dos bombeiros
Segundo a Polícia Civil, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli realizaram uma vistoria externa do imóvel no dia do incêndio, mas a perícia interna só poderá ser feita após a demolição de partes do imóvel atingidas pelo fogo e que tiveram a estrutura abalada.
“Ainda há pequenos focos de incêndio no mercado. Os bombeiros têm dificuldade para apagar o fogo que está debaixo de escombros no meio do prédio. Ainda não há como entrar no imóvel, pois além de ainda estar muito quente, há o risco de desabamentos internos. Por isso, já combinamos que a perícia interna do prédio, mas detalhada, só será feita após a demolição”, explicou o subsecretário.
Os moradores das casas temporariamente interditadas e das duas casas destruídas foram alocados em hotéis e estão recebendo assistência do Supermercado Assaí.
Alba Valéria MendonçaDo G1 Rio




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