Homem é preso por suspeita de compra de voto no Acre
Polícia diz que suspeito trabalha em comitê; assessoria nega.
Um homem foi preso na sexta-feira (3), em Manoel Urbano, cidade localizada a 215 km de Rio Branco, suspeito por crime eleitoral e crime contra a saúde pública. Com ele, a Polícia Civil apreendeu 100 caixas de medicamentos diversos e a quantia de R$ 5.204, além de um carro Celta, que fazia o transporte do material. De acordo com a polícia, o suspeito trabalha como cabo eleitoral no comitê da coligação 'Por um Acre Melhor', dos canditados ao governo Marcio Bittar (PSDB) e ao Senado, Gladson Cameli (PP). A informação é negada pela coordenação de campanha dos dois candidatos, que afirma que o suspeito não tem qualquer ligação com o comitê.
Em nota, a Coordenação de Campanha do candidato ao Senado Gladson Cameli (PP) afirma que não existe ligação oficial entre o candidato e o envolvido. Segundo a nota, o acusado não é filiado ao Partido Progressista (PP) e 'não está entre os contratados para exercer funções eleitorais'.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito confessou que trabalha para o candidato a deputado estadual José Moreira, conhecido como Moreira da Farmácia (PSD), que teria entregue o dinheiro. O delegado do município, Rêmulo Diniz, afirma que o cabo eleitoral foi pego durante uma operação de rotina para coibir crime eleitoral.
"Ele disse que o dinheiro era para entregar a cabos eleitorais, mas nenhum desses cabos estão registrados oficialmente, então isso é caracterizado como compra de votos. Ele tinha relação com o candidato a deputado estadual Moreira, que teria dado dinheiro para ele. A única coisa que ele falou em relação ao Gladson e Bittar, é que ele auxilia no comitê da legenda", conta o delegado.
Entre os medicamentos apreendidos constam antibióticos, cuja venda é permitida apenas com prescrição médica. Parte dos remédios estava com prazo de validade vencido.
Procurado pelo G1, o candidato Moreira da Farmácia não foi encontrado para comentar o assunto. No entanto, o secretário geral do PSD, Lael Negreiro de Lima, saiu em defesa do candidato. Ele informou que o partido só irá se pronunciar após o fim das investigações e que ainda não foi comprovado que o homem era cabo eleitoral do candidato. "Só porque ele diz que é cabo eleitoral, não significa que esteja falando a verdade. É preciso ser investigado, só depois da investigação iremos nos pronunciar", afirma.
Veriana RibeiroDo G1 AC




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