'Era o meu conselheiro', diz mãe que perdeu filho biológico após adotar 12
Enterro do jovem, que foi assassinado, ocorreu na noite deste sábado (24).
A mãe do jovem que foi assassinado a facadas na tarde desta sexta-feira (23), em Guarujá, no litoral de São Paulo, lamentou a violência praticada contra o filho. Cleuza Ribeiro dos Santos, mãe de outras 13 crianças, sendo 12 delas adotadas, prestou as últimas homenagens ao filho Rafael dos Santos Nascimento no início da noite deste sábado (24), em Praia Grande.
Ela lamentou a perda do filho. Segundo ela, o rapaz havia acabado de pegar o carro no lava rápido e pretendia fazer uma viagem com os amigos da igreja. “Ele era o filho que toda mãe queria. Ele era meu amigo, meu conselheiro, me ajudava. Ele estará sempre no meu coração, lembrarei sempre dele”, comenta.
Já Jorge Queiroz do Nascimento, pai de Rafael, afirma que acredita que o assassino será punido pela 'Justiça de Deus'. "Eu sei que não há Justiça maior do que a de Deus. Deus já tomou para si essa violência contra o meu filho. Ele será o juíz. Ele vai tomar as providências contra o assassino", acredita.
O caso
Rafael estava caminhando junto com uma das irmãs, de 17 anos, na rua Funchal, no Jardim dos Pássaros, no início da tarde. Eles foram abordados por um rapaz de bicicleta que anunciou o assalto e puxou a mochila que estava nas costas do jovem. Por causa da reação, o assaltante revidou com uma facada no rapaz, que caiu no chão. Em seguida, o criminoso fugiu sem levar nada da vítima.
O jovem foi levado para a Unidade de Saúde da Família (Usafa) do Jardim dos Pássaros, que fica próxima ao local do crime, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo de Rafael foi enterrado na manhã deste sábado (24), no Cemitério da Paz, em Morrinhos.
Ele era filho de Cleusa Ribeiro dos Santos, de 40 anos, que é mãe de outras treze crianças e adolescentes, sendo que apenas uma delas é biológica e as outras são adotadas. Há cinco anos, ela resolveu acolher uma criança e, depois, vieram as outras. “Eu tinha dois filhos biológicos. Eles estavam virando adolescentes e eu queria mais um filho, porque estava me sentindo sozinha”, contou ela, antes do falecimento do filho biológico. “É um coração para todos. Meu sonho era ser mãe. Mãe de muitos filhos. Isso é um privilégio que Deus me deu e agradeço a Deus por isso”, disse.
A morte de Rafael será investigada pela Delegacia Sede de Guarujá. Por enquanto, ninguém foi preso pelo crime.




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