Ceará entre os estados que podem avançar a transmissão do coronavírus (Crédito seconic-rio)
Realizando análises dos dados transmitidos diariamente pelas secretarias de saúde dos estados e do Distrito Federal, o Ministério da Saúde do Brasil chega à conclusão de que quatro estados brasileiros e o Distrito Federal podem estar na fase de transição para aceleração descontrolada da covid 19, infecção presente em todo território nacional.
Segundo o relato dos técnicos do Ministério da Saúde, preocupante a situação do Distrito Federal, São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Amazonas, isso levando em consideração o Coeficiente de Incidência nacional de 4,3 casos por 100.000 habitantes.
Ainda segundo o relatório do MS nos municípios e o Distrito Federal, os Coeficientes de Incidência são:
Distrito Federal - 13,2/100 mil
São Paulo - 9,7/100 mil
Ceará - 6,8/100 mil
Rio de Janeiro - 6,2/100 mil
Amazonas - 6,2/100 mil
Para a análise, o Ministério da Saúde divide a pandemia em quatro fases epidêmicas: epidemia localizada, aceleração descontrolada, desaceleração e controle.
Governo do Ceará
Preocupado com os dados diários da covid 19, o Governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, tem mantido forte linha de atuação para barrar o avanço de coronavírus no estado, neste sábado dia (4), o mandatário estadual assinou a prorrogação de decreto, pondo isolamento social no Estado até o dia 20 de abril, a medida impõe fechamento de serviços não essenciais para evitar aglomerações populares.
Camilo fez um apelo às empresas locais para que mantenham os empregos durante a crise econômica causada pelo novo coronavírus no Estado e no mundo. Ele destacou a articulação de um grupo de empresários para que não haja demissões no Ceará, além da colaboração dos prefeitos.
O governador defendeu manter o senso de unidade e solidariedade para que o Estado possa passar pela crise econômica. "Precisamos estar juntos, todos com um objetivo de proteger a vida das pessoas. Quero até fazer um apelo às empresas cearenses que evitem a demissão. Esse é um momento para sermos solidários", disse Camilo. "Há políticas do Governo Federal para evitar demissões de empregados com carteira assinada em todo o Brasil", completou.
Silva Neto